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Penso, logo duvido.

1964 – Memórias de Abril

Repressão militar contra manisfetantes em defesa da democracia - 1964

Repressão militar contra manisfetantes em defesa da democracia – 1964

No dia primeiro de abril de 1964, centenas de pessoas saíram às ruas do Recife numa passeata de protesto contra a tomada pelo exército do Palácio do Campo das Princesas e a prisão do governador Miguel Arraes. A passeata foi reprimida violentamente por uma tropa do Exército e dois estudantes secundaristas foram mortos. Alguns dos participantes são conhecidos professores, escritores, políticos e jornalistas. Iniciamos hoje um novo bloco em nossa revista, reunindo uma série de crônicas de pessoas que participaram daquela manifestação.

Entrevista com Ivan Rodrigues, assessor de Miguel Arraes

Posted by on ago 6, 2013 in 1964 – Memórias de Abril, Vídeos | 5 comments

Entrevista com Ivan Rodrigues, assessor de Miguel Arraes

Ivan Rodrigues foi Presidente da CILPE, empresa processadora de leite, na época uma empresa estatal, e um dos assessores políticos do Governador de Pernambuco Miguel Arraes de Alencar.

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Batismo político

Posted by on maio 6, 2013 in 1964 – Memórias de Abril | 13 comments

Batismo político

Sérgio C. Buarque >  O som do discurso saia pelo janelão e crescia na medida em que eu subia os degraus na entrada da Escola de Engenharia, criando um clima tenso e emotivo, uma agonia por dentro e um calor na cabeça. Vários outros estudantes subiam quase correndo para o auditório no primeiro andar e iam entrando excitados no ambiente abafado e nervoso. No microfone, um jovem baixo de óculos gritava palavras de ordem, interrompido por notícias do rádio informando sobre resistência no sul do país. Grande agitação nos corredores, muita gente...

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Tempos difíceis

Posted by on abr 29, 2013 in 1964 – Memórias de Abril | 3 comments

Tempos difíceis

João Alfredo Correa Prado >   No ano de 1964, ingressei na Escola de Engenharia, egresso do Ginásio Pernambucano, onde já existia uma atividade política bastante desenvolvida. Na Universidade, acompanhei  desde o início toda  a efervescência política que estava ocorrendo no Recife e no resto do Brasil Na primeira semana de aula participei de um curso extracurricular de economia, dado pelo Professor Antonio Baltar, cujos ensinamentos ajudaram a alicerçar as minhas convicções políticas, ainda embrionárias. Naquela oportunidade, na primeira...

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Lembrando o primeiro de abril

Posted by on abr 22, 2013 in 1964 – Memórias de Abril | 1 comment

Lembrando o primeiro de abril

Marcelo Mário de Melo >  No dia anterior já corriam notícias sobre deslocamentos de tropas em São Paulo e pronunciamentos golpistas civis e militares. À noite, no Colégio Estadual de Pernambuco- CEP, hoje com o antigo nome de Ginásio pernambucano, o professor Adauto Pontes fez um discurso inflamado contra os golpistas, dizendo que seriam esmagados. Quando já tinha saído da sala, voltou e anunciou da porta: e vai ser pacificamente! No outro o Recife era uma correria só. As tropas do Exército num grande cerco, envolvendo toda a praça da...

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Brutalidades Iniciais

Posted by on abr 15, 2013 in 1964 – Memórias de Abril | 3 comments

Brutalidades Iniciais

José Artur Padilha > No 1 de abril de 1964, amanheci em Escada, Mata Sul de PE, que era então um ativo foco camponês de luta por condições dignas de trabalho, remuneração e vida. Fato ainda hoje, em vexatório débito. Às 5h00, sem café, tomei o ônibus para o Recife. De Escada ao Recife, nada sabendo, notei já bem cedinho uma movimentação anormal de tropas e veículos militares, em diferentes pontos. A cada nova visão, a indagação: por quê? Era já a atuação repressora desfechada face ao foco camponês. O golpe nasceu com longas ramificações....

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Confissões de um capitão

Posted by on abr 8, 2013 in 1964 – Memórias de Abril | 5 comments

Confissões de um capitão

Carlito lima > O som cadenciado e harmonioso do toque de alvorada pelo corneteiro acordou-me naquela luminosa manhã. Eu era tenente do Exército Brasileiro e servia na 2ª Companhia de Guardas, tropa de elite do IV Exército sediada no centro da cidade histórica do Recife. Tropa altamente treinada contra guerrilha urbana, a Companhia de Guardas estava de prontidão há mais de uma semana, devido aos acontecimentos políticos da época. O presidente João Goulart acendia uma vela a Deus outra ao Diabo. Um processo de desgaste político se espalhou...

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Passeata de Sangue

Posted by on abr 1, 2013 in 1964 – Memórias de Abril | 4 comments

Passeata de Sangue

 Ivanildo Sampaio > Já são 49 anos, mas um dia como aquele a gente nunca esquece. Eu, calouro, recém-ingressado na Universidade, vinha acompanhando aqueles dias de março com a mesma  preocupação que tinham os de minha idade – ou seja, nenhuma. Isso,  apesar das greves trabalhistas que tumultuavam o Recife, dos discursos radicais estimulados pelo PCB, de uma certa apreensão que se sentia na sociedade, especialmente por conta da pregação nacionalista de Leonel Brizola e das posições mais extremadas do deputado Francisco Julião, que entre...

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1º De Abril de 1964: A Mentira de 21 Anos – Chico de Assis

Posted by on mar 25, 2013 in 1964 – Memórias de Abril | 18 comments

1º De Abril de 1964: A Mentira de 21 Anos – Chico de Assis

Chico de Assis > A imagem que mais me ocorre ao lembrar esse dia é a minha saída do prédio da Agência Nacional (o mesmo dos Correios, na Av. Guararapes), onde trabalhava como repórter-auxiliar. Saía com meu irmão mais velho, Antonio Avertano, diretor da Agência e também metido em subversão à época, além de mais alguns velhos comunistas que lá trabalhavam. As ruas já respiravam o clima de golpe. O Palácio das Princesas, cercado por tropas do Exército, contrariava a previsão do dia  anterior, feita pelo próprio governador Miguel Arraes, em...

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Adolescência Interrompida – Aécio Gomes de Matos

Posted by on mar 18, 2013 in 1964 – Memórias de Abril | 21 comments

Adolescência Interrompida – Aécio Gomes de Matos

Aécio Gomes de Matos Para mim, desde criança, o 1º de abril sempre foi o dia da mentira. Mas naquele 1º de abril de 1964, ninguém duvidou das notícias aterrorizantes sobre o golpe militar que já vinha sendo urdido pelas forças de direita há muito tempo com o apoio dos militares e da CIA, que via na política nacionalista brasileira um risco de repetição da experiência revolucionária de Cuba. Nós, da política estudantil, estávamos entusiasmados com as reformas de base do Governo João Goulart, reestabelecendo o presidencialismo, limitando os...

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