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Penso, logo duvido.

Resenha – Essa Terra, Antônio Torres

Teresa Sales Novembro de 2012.   RESENHA Antônio Torres, Essa Terra, São Paulo, Editora Ática, 1997 (12ª. Edição) A dimensão continental do Brasil, as diferenças regionais e as rodovias para transporte de mercadorias, possibilitando também a mobilidade de pessoas, foram fatores decisivos para o fenômeno das migrações internas em nosso país. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, o Centro-Oeste, a Amazônia… aonde as estradas cortavam as matas e cidades, iam atrás os migrantes em busca de melhores oportunidades de vida ou para se juntar aos familiares. A demografia, a sociologia e a economia são fartas em estudos na área das migrações internas brasileiras. Eu própria entrei nessa seara tanto na dissertação de mestrado (Cassacos e Corumbas, Ática, 1977) como na tese de doutorado (Agreste, Agrestes, Paz e Terra, 1982) e no meu livro mais recente (Cortez, a saga de...

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A inflexão necessária

Cristovam Buarque Após um rápido histórico dos ciclos econômicos brasileiros, o artigo analisa os avanços e o esgotamento do modelo da social democracia brasileira do período Itamar/Fernando Henrique/Lula/Dilma e aponta para a necessidade de uma nova inflexão histórica em cada um dos pilares desse modelo. O que justifica a necessidade dessa inflexão é não apenas o esgotamento do modelo, mas também a atração por um novo propósito civilizatório ausente nesses últimos 20 anos. A inflexão exige ainda a consideração de estratégias estadistas de longo prazo no lugar das atuais táticas equilibristas no curto prazo e que olhe o futuro das próximas gerações, onde a educação tem um papel central….. Cristovam Buarque . A inflexao necessária – texto completo em word.             Engenheiro, doutor em economia, professor titular da Universidade de Brasília e Senador da...

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Mobilidade e preço do transporte urbano

O aumento de 5,53% da tarifa de ônibus na Região Metropolitana do Recife pode ser legítimo, considerando que foi utilizado como parâmetro o IPCA-Índice de Preços ao Consumidor Amplo que reflete os custos das empresas. Em todo caso, o protesto dos estudantes é procedente, considerando o peso dos transportes públicos no orçamento familiar das famílias mais pobres que utilizam os serviços. Por outro lado, o aumento do preço do transporte público parece uma contradição com toda a discussão recente sobre mobilidade na Cidade que passa pela redução dos automóveis privados e ampliação do transporte público de qualidade. O governo federal reduz impostos do carro novo, estimulando o aumento da frota de automóveis, o preço da gasolina é contido pela Petrobrás e as tarifas do transporte público sobem. Resultado: travamento da mobilidade na cidade. A política de mobilidade deveria combinar...

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Noites Recifenses

Teresa Sales   20 de dezembro de 2012. 9 horas da noite. Tenho comida pronta na geladeira, mas quero ver gente, andar pela rua, jantar fora de casa. “Ô moça”, diz meu superego, “Estamos no Recife, cidade violenta. Te liga: vai sozinha, e ainda com essa roupa?” Shortinho/camiseta/sandália, tudo de boa qualidade, é certo. Fosse mocinha e estivesse usando salto alto, em vez da rasteirinha, uma garota de programa. Na minha idade, uma turista. Levando nos bolsos apenas o cartão de crédito, os óculos pra ler o cardápio e dinheiro bastante para o caso de precisar barganhar minha vida pelo vil metal. E assim lá vou eu pelo calçadão do Pina/BoaViagem nos trezentos metros que separam meu ap. do bistrô La Cuisine. As mesas do terraço, com as janelas abertas para a brisa do Recife, estão todas ocupadas. Improviso,...

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O Haiti é aqui?

Editorial Os brasileiros são em geral um povo admirado e querido pelos “hermanos” de países do Caribe, tais como Haiti, Costa Rica, México. Numa disputa de Copa do Mundo, por exemplo, eles torcerão pelo Brasil. Nunca pela Argentina. O exemplo pode não ser o melhor, considerando a excelência de nosso futebol. Porém não foi por acaso que o Brasil foi o país escolhido pela Organização das Nações Unidas para enviar tropas de nossas Forças Armadas em 2004 para ajudar o Haiti na sua reconstrução, após uma guerra civil à qual se seguiu, seis anos depois, um terremoto. Mesmo sabendo que não foi só a questão humanitária que moveu o governo brasileiro do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a enviar tropas para a missão de paz, mas uma barganha a mais para conseguir um assento permanente do Brasil...

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