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Penso, logo duvido.

O Recife é uma paisagem escondida em mim

Cláudio Marinho   Se quero me conhecer, tenho que explorar o Recife. Em cada pedaço de chão, no raio de sol que brilha do mar, no movimento das baronesas-de-cheia do Capibaribe. Margens da minha vida, contornos, meandros. Espreito os vestígios do invasor holandês. Não encontro. Marcas na paisagem só as pinturas que percorro com os olhos para identificar os lugares por onde andei. Imagens distorcidas pela memória dos cortesãos retornados de Nassau, distantes e saudosos da exuberância tropical. Aparecem as primeiras fotografias. O Recife é panorama fértil para o olho aflito do fotógrafo. Quer congelar o que vê. O rio, o casario, os homens estáticos diante do objeto estranho que explode em cinzas de captar a luz. Cartões postais que andam o mundo e retornam à origem pelas mãos herdeiras e insensíveis à caligrafia familiar que os leiloam e...

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