Pages Navigation Menu

Penso, logo duvido.

O esculacho venceu – Elimar Nascimento

Elimar Nascimento O País acordou estupefato na quinta feira. O plenário da Câmara dos Deputados absolveu, no dia anterior, o deputado Natan Donadon de processo de cassação, mantendo-o, portanto, como deputado, embora na cadeia. Sim, na cadeia, pois, o Supremo Tribunal  Federal, a suprema corte do País, havia, no desdobramento do “tsunami de junho”, em 26 de junho, condenado o referido deputado a 13 anos, 4 meses e dez dias por peculato (desvio de dinheiro, vulgo roubo) e formação de quadrilha. O nobre deputado segundo o STJ desviou nada menos que R$ 8,4 milhões de reais. Foi o primeiro deputado condenado e preso desde a Constituição de 1988. Assim, Natan Donadon, preso na Papuda, nome da penitenciária do Distrito Federal, saiu da cadeia para votar em seu processo de cassação no plenário da Câmara dos Deputados. E votou, contra...

Leia Mais

Emenda ou remendo?

Brasília parece que se situa em outra dimensão, descolada e bem longe do Brasil real. Enquanto os brasileiros pedem medidas sérias e drásticas pela melhoria da qualidade de vida e para acabar com a corrupção e a leniência políticas, a Câmara de Deputados mobiliza suas energias para tornar impositiva, ou seja, de liberação obrigatória pelo Planalto, as chamadas emendas parlamentares, aqueles projetos do interesse de cada deputado para agradar as suas bases nos municípios. E nós com isso? Os deputados estão certos quando acusam o governo de utilizar as emendas parlamentares como moeda de troca nas votações do seu interesse, liberando os recursos para os fiéis seguidores que provem lealdade. Mas a prática das emendas parlamentares esconde um problema mais grave e estrutural: a enorme concentração de receita pública na União (mais de 60% do total) que torna o...

Leia Mais

Vandalismo não!!!! – Editorial

Os milhões de brasileiros que participaram das grandes manifestações de Junho rejeitaram a violência como forma e método de protesto e de defesa das suas reinvindicações, desautorizando os pequenos grupos agressivos e suas ações destrutivas do patrimônio privado ou público. O slogan “Vandalismo não!” foi defendido e levantado em cartazes em quase todas as passeatas Brasil a fora procurando se diferenciar da fúria destrutiva dos jovens armados de barras de berro e bombas molotov. Depois que deixou seu recado nas ruas, os milhões de manifestantes voltaram às suas atividades enquanto aguardam a resposta dos governantes. Entretanto, nesse interregno, descolando completamente das manifestações pacíficas de Junho, grupos organizados e inspirados no movimento Black Blocs, espécie de anarco-fascismo intolerante e agressivo, tomaram as ruas e partiram para a ação agressiva pura a simples. Com o discurso anarquista contra o poder e...

Leia Mais

Delícia de arenga

A editoria eBook Será? inaugura suas atividades com o lançamento do livro “Delicia de arenga” de Sérgio C. Buarque que reúne uma coletânea de cem artigos publicados ao longo de mais de dez anos no Jornal do Commércio

Leia Mais

Debate Hannah Arendt, o filme de Margarethe Von Trotta

Auschwitz-Birkenau ficou na história da Segunda Guerra Mundial como o símbolo das atrocidades cometidas pelo Estado Nazista contra judeus…

Leia Mais

Eichmann e Jacarandá

Walter da Costa Jacarandá, coronel reformado do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foi o primeiro militar a assumir publicamente que participou de torturas durante a ditadura militar do Brasil. No seu depoimento à Comissão da Verdade, nesta semana, Jacarandá afirmou que entrou para o DOI-CODI por espírito de aventura acrescentando que “era paraquedista e queria entrar nesta guerra” contra o “movimento contrarrevolucionário”. Embora dizendo que nunca teve cor política, o coronel disse no seu depoimento que estava cumprindo uma missão patriótica. A confissão do coronel Jacarandá coincide com o lançamento no Brasil do filme Hannah Arendt que destaca a análise da filósofa alemã do julgamento do oficial nazista Adolf Otto Eichmann em Jerusalém. Os dois criminosos – Eichmann e Jacarandá – parecem ter uma característica comum: são pessoas terrivelmente normais e, apesar disto, capazes dos mais hediondos atos criminosos,...

Leia Mais

Olinda Era Uma Festa

Num certo momento, a partir de meados dos anos 1970, Olinda foi cenário e fonte inspiradora de uma inusitada atmosfera boêmia. Nas suas ruas, sobretudo nas suas noites…

Leia Mais

Fetiche da Igualdade Social

A crítica recém publicada de Fernando da Mota Lima nessa revista sobre o livro Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda, bem como o debate que se lhe seguiu

Leia Mais

Dia do pedestre

Ontem foi o Dia Mundial do Pedestre. O Jornal do Comércio publicou cifras alarmantes: entre janeiro e maio deste ano, 1.427 pedestres se envolveram em acidentes em Pernambuco; em 2012, foram 3.902 casos e 326 mortes, segundo a Secretaria de Saúde. Esse problema não é exclusivo de nosso Estado, mas é um típico problema brasileiro. A imprensa noticiou há poucas semanas, com foto, o acidente da atriz Beatriz Segall em uma calçada carioca. Vivemos hoje em dia uma espécie de síntese de nosso período patriarcal, quando os donos do poder e suas extensas famílias viviam confinados primeiro nas Casas Grandes e depois nos Sobrados. Jogava-se até detritos do interior das casas nas ruas, por onde circulavam apenas os escravos e os homens livres na ordem escravocrata. O crescimento de uma classe média urbana, que veio ju nto com a...

Leia Mais

Entrevista com Ivan Rodrigues, assessor de Miguel Arraes

Ivan Rodrigues foi Presidente da CILPE, empresa processadora de leite, na época uma empresa estatal, e um dos assessores políticos do Governador de Pernambuco Miguel Arraes de Alencar.

Leia Mais

Projeto Divino

Depois de dois bilhões de anos observando a expansão continuada do grandioso universo, Deus levantou completamente entediado com a frieza e previsibilidade da sua criação.

Leia Mais

A Aposta Uruguaia

A Câmara de Deputados do Uruguai aprovou proposta ousada e radical do Governo para enfrentamento do tráfico de drogas no país: o controle estatal da produção, da distribuição e da comercialização da maconha e a regulamentação do consumo da cannabis no território uruguaio. A proposta é polêmica, foi aprovada por pequena margem e é rejeitada pela maioria da população. Mas, apesar da incerteza em relação aos seus resultados no combate ao crime organizado, a política de descriminalização da maconha do governo uruguaio não é uma aventura irresponsável e tem fundamentos lógicos e convincentes. Em primeiro lugar distingue a maconha dos outros entorpecentes que se propagam de forma devastadora na população jovem na medida em que  o efeito psicológico e social do consumo da maconha é totalmente diferente da cocaína e do crack e não parece ser pior que as chamadas “drogas lícitas”,...

Leia Mais