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Penso, logo duvido.

Que é isso, Genoíno?- Editorial

“Opinião” da semana passada (intitulada “Preso político?”) refutava o caráter político da prisão dos dirigentes do PT, mas afirmava que “Genoíno é um homem de bem e foi um grande parlamentar”, no que convergia com a visão de vários intelectuais e políticos brasileiros sobre o deputado José Genoíno.  Como se pretendesse negar tal reconhecimento, Genoíno teve um comportamento lamentável, insistindo na imagem de preso político e explorando sua enfermidade. Em entrevista de capa na “Isto É”, ele recorre a um falso silogismo para confundir o leitor: “Estou preso porque era presidente do PT. Isso faz de mim um preso político”. Não, Genoíno, você não foi preso por ser presidente do P T. Você foi preso porque, nesta função, assinou documentos de empréstimos fraudulentos, que não tem nada de crime político. Para completar a decepção, Genoíno apresentou como “grave” ou...

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Impressões de um viajante: Morro de São Paulo, a Rua Caminho da Praia

O Morro de São Paulo tem à noite, na Segunda Praia, a área de shows e bares, mais para quem gosta de som alto e misturado

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Cultura do ruído – Teresa Sales

Hoje no hospital como acompanhante, há dois anos como paciente. A mesma cena: ou você liga a televisão em alto volume para ficar com seu som privado, ou é obrigado a ouvir a conversa alheia.

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Democracia bolivariana – Editorial

O presidente Nicolas Maduro da Venezuela foi eleito em um pleito limpo e democrático, apesar das ressalvas sobre o ambiente de liberdade de organização, expressão e manifestação, imprensa livre e equidade de participação das diferentes correntes políticas do país. O apoio de um certo passarinho bolivariano na sua campanha não está prevista na legislação eleitoral mas não constitui uma irregularidade. O fato é que o presidente Maduro tem legitimidade política, conta com maioria confortável no parlamento e, mesmo sem o carisma de Hugo Chavez, tem indiscutível apoio popular. Exatamente por isso parece muito estranho que o governo precise de mais poder e mais autoridade com esta chamada “Lei Habilitante”, que autoriza o Presidente a governar por decreto. Com o voto contrário fechado da oposição, o parlamento renunciou às prerrogativas e regras democráticas de legislar. Outra faceta da democracia bolivariana?...

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Preso político? – Editorial

Dois importantes dirigentes do PT-Partido dos Trabalhadores – José Dirceu e José Genoíno – foram presos no dia 14 de novembro, depois de um demorado julgamento em que foram condenados pela mais alta corte de justiça do Brasil. Os dois políticos refutam a acusação e se declaram presos políticos, tentando aparecer como vítimas e heróis. Por que preso político? O que diferencia um preso comum do preso político é a natureza do crime e as circunstâncias sócio-políticas e institucionais em que são julgados e condenados. Quando foram presos nos anos 60 e 70, Dirceu e Genoíno foram perseguidos e aprisionados por um “crime” definido pela Lei de Segurança Nacional que criava regras de exceção para os que se opusessem, por ideias ou por gestos, à ditadura. E, se foram julgados na época foi pelo Superior Tribunal Militar. Com todo...

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Tatuagem – Teresa Sales

Aguardava com ansiedade o primeiro longa metragem de Hilton Lacerda, depois de acompanhar sua premiação em vários festivais de cinema nacionais. Após assistir ao filme, li a crítica.

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Impressões de um viajante: Morro de São Paulo, a chegada.

“Estou em uma ilha, mas com a mulher que há muito descobre, às vezes com dor, os continentes perdidos em mim.”

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A marca da intolerância – Editorial

A rejeição ao uso de animais em experimentos científicos é compreensível e merece o respeito de todos, mesmo daqueles que entendem e defendem a necessidade de cobaias não humanas para o avanço da ciência e para a melhoria da qualidade de vida da população. Como já foi dito e demonstrado por cientistas sérios, a ciência não pode avançar sem experimentos. Como estes têm riscos, seria condenável a utilização de testes em seres humanos. Sendo assim, temos duas alternativas: recorrer a animais que tenham estrutura anatômica e biológica semelhante aos humanos, para uma primeira experimentação, ou parar com a grande maioria das pesquisas científicas. Ora, esta é uma escolha política envolvendo um debate ético e precisa ser travado de forma democrática e com argumentos. O belo texto do poeta Marcus Accioly (Os beagles, publicado no Jornal do Commércio de 14/11)...

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O Minotauro e o Labirinto da vida.- João Rego

Sou um admirador de obras de arte. Os clássicos, os modernos e os pós-modernos com suas diversas escolas -, se é possível organizar a criação dos artistas ao longo do tempo de forma tão estanque e segmentada

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Noites Recifenses V – o baile – Teresa Sales

A “Salla de Dançar no Clube da Aeronáutica é um encontro dançante de grupos formados por entidades e organizações de pessoas da boa idade e turistas, onde buscamos entretenimentos e lazer no happy hour das quintas feiras

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Fragmentação do território nacional – Editoral

Ainda esperando a sanção presidencial, o Congresso aprovou lei que regulamenta e autoriza a criação de novos municípios no Brasil. Considerando a fragmentação atual do território com 5.570 municípios, grande parte dos quais completamente inviáveis, a legislação aprovada desperta nova corrida à desmembramentos e formação de mais municípios. Segundo estimativas do próprio relator do projeto, Valdir Raupp (PMDB-RO), existem condições para criação de 188 novos municípios no Brasil. No entanto, é necessário reconhecer que a legislação é bastante rigorosa e restritiva e que a formação de um novo município depende de condições efetivas de viabilidade econômico-financeira e administrativa: tamanho mínimo da população (8,5 mil no Nordeste), capacidade de arrecadação, entre outros. Mas, para ser abrangente e reverter a tendência de fragmentação do território nacional das últimas décadas, a lei deveria exigir que os atuais municípios fossem submetidos ao mesmo...

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Reminiscências – A Mudança – Teresa Sales

Será que vocês também fazem isso? Tentar chegar à primeira lembrança? Imagino que a memória primordial deve ser, para a maior parte das pessoas, algum dia singular. Esse dia para mim foi o da mudança de casa. Eu tinha três anos de idade.

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Vinícius – Fernando da Mota Lima

Fernando da Mota Lima Vinícius é um documentário que encanta, diverte e sobretudo comove o espectador. Esses efeitos decorrem antes de tudo do personagem que se move no centro da trama. Se a tradição romântica, datemo-la a partir de Rousseau e Herder, elevou o artista à condição de polo da realização estética, tão ou até mais importante do que a própria obra de arte, Vinícius cedo se destacou como um poeta cuja força narcisista converteu a obra que produziu numa derivação ou projeção da sua personalidade. Mário de Andrade, valendo-se de outras palavras, acentua esta verdade ao criticar em 1939 a poesia de Vinícius num artigo mais tarde enfeixado no volume O Empalhador de Passarinho. E logo comprova seu argumento citando estes versos exemplares: “Homem sou belo Macho sou forte, poeta sou altíssimo E só a pureza me ama...

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Quando uma vidraça vale mais que uma vida

Por que o senhor atirou em mim?” – mortalmente ferido, o adolescente Douglas Rodrigues, de 17 anos, só teve forças para formular a dramática pergunta que deveria agora estar martelando a consciência das autoridades, em todos os níveis de governo

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Os meios e os fins – Editoral

Segundo pesquisa recente, a maioria da população brasileira rejeita os meios utilizados pelos grupos de mascarados nas violentas manifestações do Rio de Janeiro e de São Paulo: depredação de agências bancárias, queima de ônibus, destruição do patrimônio público e agressões a policiais. Mas, e quanto aos fins? O que pretendem e o que esperam alcançar os mascarados apresentados como Black blocs? Ninguém sabe. Tudo indica que os fins são os meios. Qualquer motivo serve e qualquer manifestação pública, legítimas e justas, pode ser um espaço para exercitar a violência e a destruição gratuita e injustificada. Como se apresentam como anarquistas, os Black blocs rejeitam a civilização, o Estado e as instituições, incluindo as instituições democráticas. Mas não dizem o que querem, não têm um projeto e nem mesmo sabem o que pretendem para o futuro do Brasil, o que...

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