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Penso, logo duvido.

A comoção é má conselheira – Editorial

A morte do jovem Douglas Rafael da Silva no Rio de Janeiro é uma tragédia familiar e comunitária que entristece os brasileiros, provocando uma justa e compreensiva comoção na sociedade. O evento – dramático e doloroso – não pode, contudo, servir para uma demonização geral da polícia e, menos ainda, para a desqualificação das UPPs-Unidade de Polícia Pacificadora, chamada de “assassina” por manifestantes no velório de DG (como era conhecido o dançarino). Não está comprovado que foi a polícia que matou DG, mas, caso se confirme esta hipótese, mesmo no meio de um tiroteio, o Estado deve reconhecer e punir os responsáveis de forma clara e transparente, dando satisfação à sociedade e procurando recuperar a confiança nas instituições e no projeto de pacificação. Neste momento de comoção e sofrimento, contudo, é necessário separar este incidente (como de outros já...

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Hamlet, psicanálise e a tentativa de captura do sujeito pela ciência – João Rego

É muito comum aparecer em revistas (especializadas ou não) entrevistas com neurocientistas e outras espécimes nos comunicando um novo…

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Um encontro no bar Savoy¹- Teresa Sales

Eram seis horas da noite de uma terça feira de julho de 1956. A chuva fina e intermitente que molhava ruas e calçadas marcava o final do expediente, com guarda- chuvas a se atrapalharem uns nos outros.

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Gabo no céu – Fernando da Mota Lima

A morte de Gabriel García Márquez simboliza o silêncio definitivo da voz ficcional que elevou ao mais alto nível uma inusitada explosão literária cuja repercussão internacional ficou conhecida como o boom da América Latina…

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Quem mancha a imagem da Petrobrás? – Editorial

O que pode manchar a imagem pública de uma grande empresa como a Petrobrás? A crítica, a denúncia e os alertas dos equívocos e descaminhos da sua gestão? Ou, antes, são estes equívocos e descaminhos (para dizer o mínimo) que estão prejudicando o desempenho econômico e comprometendo o reconhecimento público da corporação brasileira? Claro que a imprensa divulga e critica, e não poderia ser diferente o papel dos órgãos de comunicação do país. Claro que a oposição explora politicamente os fatos e dados e é para isso que, felizmente, temos uma oposição no Brasil. O silêncio e a anestesia dos dois terminaram com o fim da ditadura de triste memória. A presidente da Petrobrás teve um gesto democrático de prestar informação e debater no Senado com respeito pelas criticas, algumas vezes muito duras e tentando responder como gestora da...

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A Morte da Modernidade – Cristovam Buarque

“Adorno escreveu em Minima Moralia que a modernidade tinha ficado fora de moda. Hoje estamos confrontados, ao que parece, com algo mais definitivo: não a obsolescência, mas a morte da modernidade”.

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Livre pensar – David Hulak

atacado. Dona Graça, a da Petrobras, não foi intimada pelo Congresso. Foi convidada e poderia escolher qualquer dia. Mas foi no dia seguinte ao lançamento da candidatura de Eduardo mais Marina que não tiveram repercussão na chamada mídia.

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Drácula de Bram Stoker: Uma interpretação sobre o desejo e a falta do sujeito – João Rego

A interpretação que trago aqui sobre a obra Drácula, de Bram Stoker, de maio de 1897, é baseada na abordagem…

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Guerra de território – Editorial

A estratégia de ocupação e implantação das UPPs-Unidades de Polícia Pacificadora nas favelas do Rio de Janeiro constitui uma guerra do Estado brasileiro para tomar o poder e assumir o controle sobre o território que tem sido dominado, nas últimas décadas, por diferentes facções criminosas, traficantes e milicianos. A sociedade brasileira deve acompanhar as operações e criticar duramente eventuais desrespeitos aos direitos humanos da população. Mas, antes de tudo, deve dar total apoio à iniciativa de implantação da autoridade do Estado nestes territórios, condição necessária, embora não suficiente, para a pacificação e a melhoria da qualidade de vida da população. A presença do Estado nas favelas não pode ser apenas militar. É também necessária para implantação de normas e regras de Justiça e de obras e serviços públicos, sem necessidade da “autorização” ou, ao menos, tolerância dos “donos do...

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O Golpe Militar de 64 – 50 anos depois. História, reflexões e desafios atuais

Confira o debate:

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O negócio das eleições – Editorial

Superamos a ditadura, implantada há 50 anos, mas a democracia está enferma. Embora tenhamos instituições democráticas sólidas, a política vem sendo um grande negócio no qual se vendem e compram votos do eleitor e votos de parlamentares, se negociam cargos e liberação de recursos públicos e comissões de todo tipo. Por conta disto, as eleições são um mercado de votos com retorno econômico e parte do negócio se manifesta nas doações, principalmente doações de empresas que esperam retorno futuro. De acordo com a Transparência Brasil, citada pelo Estado de São Paulo, as eleições de 2012 custaram quase dois bilhões de reais, sendo 34,9% financiados legalmente por empresas privadas. A maioria do STF-Supremo Tribunal Federal aprovou esta semana a proibição total de doações de empresas para financiamento de campanha eleitoral, embora ainda seja incerto se aplicada às próximas eleições. Embora...

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Amor e revolução no cinema Português pós 74 – Camilo Soares

O que é, afinal, uma revolução ? Palavra que carrega nas costas um tanto de romantismo, demanda objetividade e cujo conteúdo aparenta evanescer nos tempos atuais de banalização mediática…

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