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Penso, logo duvido.

Livre Pensar – David Hulak

Prefácio por Umberto Eco.

“Um dia escrevi: Quando os homens não acreditam mais em Deus, isso não se deve ao fato de eles não acreditarem em mais nada, e sim ao fato de eles acreditarem em tudo”.

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Nem tanto ao cais, nem tanto à terra – Editorial

Cais José Estelita, Recife. Área degradada e de alto valor urbanístico para o qual empresas têm ambicioso e controverso projeto imobiliário. O Cais José Estelita é o ponto de encontro de visões distintas de cidade. Precioso e raro momento para discutir o Recife que queremos. Raro, porque fomos nos afastando gradualmente de uma tradição recifense que nos orgulhava: sempre tivemos bons urbanistas e gestores públicos, desde os tempos de Nassau, que fizeram da cidade um dos mais belos lugares para se viver no Brasil. O que está em jogo, além dos disparates naturais dos que parecem discutir mas apenas esgrimem acusações? Um novo jeito de fazer cidade. Cresce entre nós, especialmente no meio dos jovens, um desencanto com a cidade que resultou de um modelo de negócios imobiliários que começa a falhar e que reflete a incapacidade dos governos...

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Correto, corretíssimo – Sérgio C. Buarque

“Cansei, ceguinho! Vou dar uma volta e fumar um cigarro”, falou Renato levantando e depositando na mesa um pesado livro. “Vai lá malandro, descansa esta garganta”, respondeu Gerson com simpatia

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Eu acho que você deveria ler – David Hulak

Você e a torcida da seleção brasileira. Dos idosos às novas gerações, sobretudo estas. É um bom livro de história do Brasil de leitura fácil e interessante. Escorreita.

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A Copa mostra a cara do Brasil – Editorial

Ninguém é contra a Copa, este espetacular conclave esportivo mundial. Nem mesmo contra a realização desta Copa no Brasil, 64 anos depois da tragédia do Maracanã. No entanto, é crescente o número de brasileiros que questiona, inclusive em manifestações públicas, o elevadíssimo custo e os discutíveis benefícios do evento futebolístico para a sociedade brasileira. Mas o problema é outro, mais grave e profundo que se evidencia na Copa: tudo que se faz neste país é muito caro, de péssima qualidade e excessivamente lento. O Brasil vai gastar muito mais que qualquer outro país para oferecer condições muito precárias de realização da copa do mundo e não vai concluir a maioria das obras previstas e prometidas. Vai ficar pendente precisamente o que deveria trazer benefício social através da melhoria da infraestrutura das cidades. Tudo indica que será igual nos Jogos...

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O despertar do gigante – Teresa Sales

Estava escrevendo um artigo sob o impacto das recentes notícias, quando recebi pela internet (para discussão entre nós, editores da “Revista Será?”) a Opinião da semana, escrita pelo editor mais constante nessa coluna, Sérgio Buarque.

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Brasil Despedaçado – Editorial

A avalanche de notícias de violência, corrupção, vandalismo e saques em diferentes partes do Brasil, barbaridades fúteis e inomináveis (pai matando filho, turba linchando pessoas, torturas entre pessoas, crianças amarradas no fogo), tudo isso é assustador e inquietante. Além disso, temos greve de serviços essenciais, como a Polícia Militar, levando ao caos nas cidades e intensificando violência e degradação. Sintomas de uma sociedade destituída de valores, esgarçados pela degradação das relações sociais e carente de confiança e esperança. O que está acontecendo com o Brasil? Por que essa degradação dos costumes e dos comportamentos na sociedade? Não existe uma resposta única. Até porque tudo indica que é o resultado de vários fatores, numa combinação perversa de desigualdades de oportunidades e de condições de vida, desagregação das famílias, consumismo e individualismo desenfreados, imediatismo e total desconfiança nas instituições, desconfiança principalmente...

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Chama o ladrão! – Editorial

No auge da ditadura militar, a música de Chico Buarque “Acorda amor” manifestava a desconfiança e o medo em relação “à dura, numa muito escura viatura”, refletindo o pesadelo com a repressão policial que dominava o país. Com inteligente ironia, o compositor pedia que chamasse o ladrão, mais seguro e cordial que a dita-dura e a violência indiscriminada e descontrolada dos agentes policiais. Os tempos mudaram, felizmente. Mudaram para muito melhor porque a Policia não persegue mais os opositores políticos e atua sob o controle e a fiscalização das instituições judiciais, da imprensa e da sociedade, e está voltada para o combate ao crime organizado. Os tempos mudaram também para pior, porque não são mais os ladrões, mas criminosos muito organizados com forte poder militar, crescente violência e controle dos territórios mais pobres e marginalizados do Brasil. Mesmo assim,...

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A Quebra do Círculo – Cristovam Buarque

– Não me arrependo de nada. Quebrei o círculo.

– Nem de ter assassinado uns cinco ou seis ou até mais, D. Eloisa?

– Foi mais, e vou contar tudo. Mas não me arrependo. O que precisava fazer eu fiz. Meus filhos estão criados, educados, formados.

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Questão de polícia? – Fernando da Mota Lima

A violência crescente no Brasil me fez recordar uma frase famosa atribuída a um presidente da República Velha: “A questão social é uma questão de polícia”.

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Radicalização e Violência – Editorial

Tem-se observado no Brasil de 2014 um fenômeno de radicalização e violência preocupante. Raras as manifestações públicas que não terminam com queima de ônibus e de banheiros químicos, ocupação e fechamento de estradas com queima de pneus, e, com frequência, choque com a polícia. Estranha explosão de violência num país com democracia consolidada, com liberdade de expressão, organização e manifestação, com imprensa aberta e total liberdade de publicação. Essas explosões de violência começaram na verdade nas manifestações de junho de 2013: um marco positivo de afirmação da sociedade civil de insatisfação com os serviços públicos oferecidos pelo governo. A violência naquelas manifestações era, porém, apenas de grupos minoritários no meio da multidão que se manifestava pacificamente. Ademais da insatisfação manifesta nas ruas em meados do ano passado, existe também uma crescente desconfiança da sociedade em relação às instituições e...

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Hamlet, psicanálise a e captura do sujeito pela ciência II – João Rego

Este texto é uma tentativa de resposta ao debate suscitado pelo meu texto “Hamlet,psicanálise a e captura do sujeito pela ciência.“ publicado na semanapassada na Revista Será?

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Livre Pensar* – David Hulak

Com todo respeito aos mineiros e mineiras, às broas de milho e ao pururucado dos leitões, em 21 de abril sou mais o nosso Padre do que o Alferes ou, num vacilo, pau a pau.

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A política e a psicanálise – Fernando da Mota Lima

Comento tardiamente o artigo de João Rego: O político, o homem e a razão cética. João Rego tem com freqüência citado Freud, notadamente O mal-estar na civilização…

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