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Penso, logo duvido.

Livre Pensar – David Hulak

Sei não. Será que espremendo, espremendo, o busílis é apenas o Outro?

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Desejos – Fernando da Mota Lima

“E se tudo isso acontecer/ Não tenho mais nada para te desejar”.
(Do poema Desejos, atribuído a Victor Hugo)

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Ben Bradlee, Paulo Francis e a Petrobras – Luiz Antonio Barreto de Castro

Preocupa-me a cada dia que passa o que está acontecendo com a Petrobras, um símbolo nacional, que pode ser comprada hoje por R$ 127 bilhões…

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Distensão política no Caribe – Editorial

Mais de 50 anos depois do rompimento de relações e do embargo econômico e quase 25 anos do final da guerra fria, Estados Unidos e Cuba reataram, finalmente, as relações diplomáticas, encerrando um longo ciclo de completa insensatez política e diplomática. Ao anunciar a normalização das relações diplomáticas e o alívio de diversas sanções, o presidente Barack Obama disse que a mudança representa o “fim de uma política obsoleta” e fracassada. Um pequeno gesto de grande poder simbólico e uma leve rachadura no jogo de poder nas Américas que pode abrir uma incontrolável avalanche política em Cuba. Apesar da resistência dos exilados cubanos de Miami, que se beneficiam do isolamento da Ilha, e de líderes do governo cubano que utilizam o anti-imperialismo como bandeira de legitimação política, a quebra do embargo econômico e comercial já começou e deve se...

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É Natal – Teresa Sales

Nesta época a gente fica de coração mais mole. Esse ano, sem a presença dos filhos, fiz o propósito de passar ao largo das festas de Natal e Ano Novo.

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Livre Pensar – David Hulak

Salmo para o Ano Novo: “Bem-aventurado é o varão que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores nem se assenta na roda dos escarnecedores…”

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Procura-se um estadista – Sérgio C. Buarque

As dificuldades econômicas do Brasil nesta virada de ano – combinação de pressões inflacionárias, estagnação e desequilíbrio fiscal – podem levar a uma nova onda de mobilização…

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Esquerda e direita embaralhadas – Helga Hoffmann

lichtung
manche meinen
lechts und rinks
kann man nicht
velwechsern
werch ein illtum!

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Geopolítica do petróleo – Editorial

A queda brusca do preço do petróleo no mercado internacional (redução de 45% nos últimos cinco meses) está provocando uma grande desorganização nas relações econômicas e no jogo de poder mundial. O impacto mais visível nestes dias é a crise cambial da Rússia com uma desvalorização do rublo em 20% nesta semana (queda de 50% ao longo do ano). Com o preço do petróleo em torno de US$ 60 o barril, os países exportadores sofrem uma drástica redução de divisas e de receita pública, principalmente em países como Venezuela e Rússia. Resultado: crise cambial e dificuldades fiscais. Embora contenha fatores especulativos, o forte declínio do preço do petróleo é o resultado do efeito combinado de dois movimentos independentes: produção de gás e petróleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos, que torna o país exportador líquido, e diminuição do consumo...

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Ecos Brasilienses

“Devemos tomar partido. A neutralidade só ajuda o opressor, nunca o oprimido”. Elie Wiesel, prêmio Nobel da paz

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Os crimes e os criminosos – Editorial

A presidente Dilma Rousseff, vítima da repressão da ditadura militar, chorou enquanto discursava na cerimônia oficial de entrega do relatório da “Comissão da Verdade”, expressando um sentimento geral dos brasileiros de indignação com torturas e mortes praticadas por “agentes públicos, pessoas a seu serviço, com apoio ou no interesse do Estado”, como definido pela comissão. Entretanto, para além da controvérsia jurídica em torno da lei da anistia – que seria aplicável aos presos e exilados tanto quanto aos agentes de segurança – existe uma imprecisão na análise e nas recomendações da Comissão da Verdade: estão responsabilizando o Estado e a estrutura de poder da ditadura, ou os seus executivos nos diferentes níveis hierárquicos? Se o crime foi do Estado ditatorial, ao Estado cabe a responsabilidade e não aos que estavam a seu serviço. Se, por outro lado, se responsabiliza...

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Brincante – Teresa Sales

O filme Brincante está apenas em uma sala de cinema no Recife, uma no Rio de Janeiro, duas em São Paulo. Horários limitados. Não se aposta portanto em grande público.

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A Democracia Internética – Fernando da Mota Lima

Embora há muito desejasse expressar pública e livremente minha opinião, somente há uns cinco anos, graças à generosa acolhida…

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Confraternização da Revista Será? – João Rego

A turma da Revista Será? fez seu encontro de fim de ano, comemorando a entrada no terceiro ano de atividade. O local foi o apartamento de Teresa Sales em Boa Viagem, que chamo do “útero onde foi concebida a Revista”. Costumávamos nos encontrar, uma vez por mês, estimulados por Homero Fonseca, para um almoço entre amigos com a intenção de “jogar conversa fora”, como se diz aqui no Nordeste. Falávamos sobre política, psicanálise, literatura, falávamos sobre tudo, menos sobre trabalho. Estes encontros, inicialmente, aconteciam no saudoso Restaurante O Banquete, de Sérgio e Ester, até que naturalmente, atraídos pela generosa hospitalidade de Teresa e — como não citar? — a comida de Dinha, exímia cozinheira da casa, fomos nos transferindo sorrateira e prazerosamente para lá. Com suas ciobas, bacalhaus, camarões e sururus regados com uma boa cerveja, finalizado com café...

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Ecos Brasilienses 05.12.2014

Eli S. Martins* Dilma I x Dilma II A Dilma II escolheu para seu ministro da Fazenda um discípulo de Armínio Fraga, ministro anunciado pelo Aécio Neves na campanha. De raiva, a Dilma I, aquela da campanha em que o Brasil era um mar de rosas, não compareceu, contrariada com a nomeação feita pela nova presidenta: ela mesma. Cadê o psiquiatra?  Palácio das invenções A capacidade de invenção do Palácio do Planalto não tem limites. Primeiro foi inventado o ministro que não é ministro. Dilma demitiu seu ministro da Fazenda em plena campanha, mas ele continuou no cargo. Depois das eleições foi-lhe solicitado  um pacote de medidas para ajustar a economia, o mesmo que a candidata dizia que o seu adversário faria, e ela condenava, pois iria trazer a fome e o desemprego para o povo. Montado o pacote,...

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A legalização da transgressão

Se não pode (ou não quer) cumprir a lei, que se revogue a dita! Foi assim, numa manobra grosseira e manhosa, que agiu o governo Dilma Rousseff ao “descobrir”, ao apagar das luzes, que não poderia cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias que obrigava a um superávit primário de R$ 116,1 bilhões. As despesas subiam, a receita caía, mas 2014 foi ano eleitoral e o governo do PT não quis iniciar um ajuste fiscal, adiado para depois das eleições. Nova lei, agora aprovada, desobriga a Presidente a cumprir a meta, ou seja, invalida a Lei de Responsabilidade Fiscal e a meta por ela mesma definida. Mais uma invenção da chamada “contabilidade criativa” do governo Dilma, que foi utilizada agora para permitir que, no ano que se encerra, não tenha nenhuma economia fiscal para...

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Um Prêmio Nobel para Ana Maria Gonçalves – Luciano Oliveira

Luciano Oliveira Minha filha e minha mulher acham que sou exagerado; e um amigo diz que sou “glauberiano”, por causa do meu amor às hipérboles. Pensei nisso quando, lá pela página 100 do livro Um Defeito de Cor (total de páginas: 947!), de Ana Maria Gonçalves, exclamei de mim para mim mesmo: essa mulher merece o Prêmio Nobel de literatura! Poderia, é verdade, ter sido atribuído a João Ubaldo Ribeiro, autor de Viva o Povo Brasileiro. Afinal, os dois livros têm muitos pontos em comum. Um e outro têm por tema a desumanidade da escravidão brasileira. E, detalhe curioso, a Ilha de Itaparica, na Bahia, serve de pano de fundo a ambos. São, além disso, livros enóóóórmes, duas epopeias dentro da melhor tradição romanesca mundial, que vai (estou simplificando abusivamente) do Dom Quixote de Cervantes a Guerra e Paz...

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Não é b de bolsa, é b de bagunça – Helga Hoffmann

Dizer que a oposição não reconhece que perdeu e tenta um “terceiro turno” é artimanha do governo para calar os críticos. A oposição apenas perdeu o medo de fazer oposição.

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A violência do afeto – Sonia Marques

Não só quem nos odeia ou nos inveja/

Nos limita e oprime; quem nos ama/

Não menos nos limita. (…)/

Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa

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