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Penso, logo duvido.

A carta da falsificação – Editorial

Editorial

Ex-presidente Lula, cumprindo pena de 12 anos por corrupção.

De uma cela na Polícia Federal, onde está preso, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva não perde a oportunidade de falsificar a realidade e desqualificar as instituições democráticas do Brasil. A julgar pela carta que divulgou esta semana para lançar o seu candidato a presidente, o Brasil estaria submetido a um regime ditatorial. Na carta, Lula repete a cansada e manhosa narrativa de golpe, e reforça a imagem de vítima de “medidas de exceção” do Judiciário. Tudo resultado de uma grande conspiração, contra o “ídolo” e seu partido, que envolve quase toda a imprensa, o Judiciário em todas as suas instâncias, e os políticos de diversas tendências. Qualquer cidadão despoluido de fanatismo sabe que Lula teve sua condenação em primeira instância confirmada e aumentada no colegiado da segunda instância, e ainda teve negado habeas corpus no STF. Com base na Lei da Ficha Limpa – aclamada pela população, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva – que proibe a candidatura de qualquer pessoa condenada em colegiado de segunda instância, o TSE-Tribunal Superior Eleitoral decidiu, por maioria esmagadora, suspender a chapa do PT. Ignorando a legislação, Lula escreve na carta que “tribunais proibiram minha candidatura”, ou, mais ousado ainda, “proibiram o povo brasileiro votar livremente”. Não Lula, o TSE suspendeu a chapa de um político preso e condenado em segunda instância. O recurso ao tal Comitê de Direitos Humanos da ONU é mais uma piada de péssimo gosto do ex-presidente, confundindo um corpo de técnicos com a instituição das Nações Unidas, e supondo que esse grupo pode passar por cima das instituições brasileiras. Para confundir mais ainda os brasileiros, Lula também afirma que o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef teria jogado o país no caos. De que o senhor está falando, Lula? Do desemprego, da corrupção, da pobreza? Isto tudo é parte da herança maldita dos governos do PT. Estas falsificações, que não ajudam em nada a democracia, estão sendo, lamentavelmente, assumidas e repetidas pelo seu candidato a presidente, rejeitando assumir a responsabilidade que lhes cabe pelo desastre econômico, social e politico do Brasil.

2 Comments

  1. Factual, contundente, incontestável!
    Cumprimento o editorialista pela clareza e concisão do seu texto.

  2. Que a narrativa é cansada e manhosa, não há o que questionar. O pior é que ela cola. E dá resultados imediatos. Admito que estou muito menos perplexo com os dividendos eleitorais que poderão resultar daí do que com a reação tucana em alguns de suas sedes nevrálgicas. Alckmin, lá de Macapá na noite da sexta-feira, depende de um hoje inverossímil sortilégio de transferências eleitorais – uma fertilização cruzada do rebanho de Álvaro Dias com o gado sedento de Marina – para se manter vivo nesse páreo. Fora isso, só lhe restaria recorrer aos santos e rezar pela septicemia alheia em certa UTI. A pergunta é: por que o discurso manhoso da cadeia cola? É antes de tudo porque o liberalismo é mesmo estranho ao tecido social do Brasil. E achar que São Paulo é Brasil e/ou vice-versa, é querer soçobrar no despenhadeiro. Os tucanos não se libertam desse enganoso paradigma. A falta de apropriação de uma narrativa convincente nos levará mais uma vez ao estuário raso do subdesenvolvimento endêmico. É o velho fazendão de Fernando Mota Lima. Bem, ainda temos quase um mês. Sei não.

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