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Penso, logo duvido.

Amena Lembrança – Clemente Rosas

Clemente Rosas 

Mateus e esposa.

 

Recordando meu irmão Mateus Rosas Ribeiro, no quinto aniversário da sua morte

Queridos amigos e amigas:

Desculpem não ter tido tempo de me despedir de vocês.  Para mim, a porta da outra dimensão abriu-se bruscamente, e não há como recusá-la.

Mas, se como diz o inesquecível soneto de Camões, lá, no assento etéreo, consente-se memória desta vida, estarei lembrando todos os momentos felizes que passamos juntos: no voleibol, no tênis de praia, no mar, no campo, nas salas de aula, nas alegres varandas da Praia Formosa, onde tantas vezes brindamos às coisas boas deste mundo.

E meu desejo é que, para o futuro, nessas horas, sintam como se eu estivesse entre vocês.

Adeus!  Sei que agora sou apenas lembrança.  Uma amena lembrança.  E isso já me basta.

Mateus.

8 Comments

  1. Comovente , com a simplicidade das grandes verdades . Uma brisa q traz saudades

  2. Grande saudade.

  3. A lembrança dele nos traz alegrias.

  4. Se isso, além de fugaz lembrança de um ente querido, é experimento literário de busca de uma “voz”, recomendo Liev Rolstói, que também experimentou com uma voz original em “Kholstomér, a história de um cavalo”, in Liev Tolstói, O diabo e outras histórias, Cosac Naify 2000.

    • T em vez de R na segunda linha

  5. Saudades Eternas!
    Um grande exemplo!

  6. Agradeço a sugestão, Helga. Conheço “Ana Karênina” e alguns contos de Tolstói, mas esse não.

  7. Gostaria muito que não tivesse se tornado lembrança tão cedo, mas já que assim a vida quis, é a melhor e mais doce lembrança que tenho.

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