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Penso, logo duvido.

Encontros com Marcel Proust: Amor e ciúme, fios da mesma lâmina – Paulo Gustavo

Em seu livro “Proust, os horrores do amor” (não traduzido no Brasil), o filósofo Nicolas Grimaldi nos lembra que na “Busca” o amor é sempre “evocado como uma patologia”.

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O Barbeiro de Sevilha de Rossini, a comédia musical por excelência – Frederico Toscano

Um dos mais bem-sucedidos compositores da história, Gioacchino Rossini (1792-1868) surgiu no início do século XIX como o “salvador” da ópera italiana. Lembrado sobretudo por suas célebres aberturas…

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Anotações de uma viagem solitária de Leste a Oeste da Polônia – Fernando Dourado

Se você está na terra de Ludwik Zamenhof, o linguista que tentou desfazer o nó da Torre de Babel e criou o Esperanto – a sonhada língua universal -, nada mais esperável que se sinta tentado a almoçar no café do mesmo nome…

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Causos Paraibanos: Argonautas Paroquiais – Clemente Rosas

Éramos adolescentes, por volta dos quinze anos, eu e meu irmão, quando fomos convidados para um passeio de barco especial: pelos autores do convite – dois padres – e pelo destino – um convento de freiras…

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Encontros com Marcel Proust: Estilo e Precisão – Paulo Gustavo

Sobre Proust corre a fama — não sem razão — de ser um autor de longos períodos e extensas frases. Frases à tiroir, frases que se engavetam umas nas outras, também chamadas de frases-centopeia.

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Uma estória baseada em fatos reais? – Alcides Pires

O Chefe, um empreendedor de meia-idade, mora a seis quadras da praia. Ele tem uma pizzaria movimentada, fatura direitinho e tem 19 funcionários. Somente o gerente e os dois supervisores de turno ganham mais de 2 mil.

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Don Giovanni de Mozart, a ópera das óperas – Frederico Toscano

O compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) é uma figura ímpar na história da ópera. Outros grandes mestres, entre eles Giuseppe Verdi (1813-1901) e Richard Wagner (1813-1883), deixaram sua marca exclusivamente na ópera…

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A Polônia onde até a paisagem fala iídiche – Fernando Dourado

Márcia Diamond me perguntou ao telefone que cara tem a cidade de Lublin. Normalmente desinteressada por tudo o mais que não seja o universo lúdico de seus cães de estimação, por uma vez me surpreendi com a curiosidade dela por essas bandas do mundo.

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Um mojito com o embaixador – Fernando Dourado

Será que José Dirceu de Oliveira e Silva voltaria um dia a atravessar de carro o vale do Ribeira, aquela região feiosa do estado de São Paulo, logo depois da divisa do Paraná? Não, era quase certo que nunca mais faria o trajeto.

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Encontros com Proust: muito além da memória – Paulo Gustavo

Como costuma ocorrer com diversos grandes autores, também com Proust acontecem inúmeras simplificações. O gosto popular (no sentido mais amplo desse adjetivo) opera por redução como se fascinado por pontas de iceberg.

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Memórias de um leitor VII – Fernando da Mota Lima

Os livros foram meus agentes civilizadores, também os modelos éticos incogitáveis no ambiente em que vivi. É provavelmente por essa razão que sempre me senti a pessoa errada no lugar errado, no tempo errado, na família errada, no país errado.

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O chá das cinco – Roberto Smith

Naquela tarde sentira uma incompreensível vontade de tomar chá. Vinha andando pela calçada, voltando para sua casa preocupado em atravessar a rua com trânsito intenso, e de repente aquele desejo o assaltara, como uma reminiscência perdida no tempo.

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Quem é do mar não enjoa – Clemente Rosas

Enfim, vencido pela febre do mar de que fala o poeta inglês, e a convite de um amigo velejador, voltei a singrar as ondas, em um barco esbelto e branco como um cisne. Tive ainda uma motivação adicional: o destino era a Praia Formosa…

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O dia de canalha de Yves Farias – Fernando Dourado

Todo homem de meia idade tem um cartel de feitos e derrotas de que pode se orgulhar ou se penitenciar. Isso vai da severidade com que o examine. Dito rigor não é imune a flutuações que podem variar de acordo com a mecânica…

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Encontros com Proust – Segundo Encontro: “Um Nilo da linguagem” – Paulo Gustavo

Muita gente supõe que a obra Em busca do tempo perdido é um conjunto de sete romances. Nada mais equivocado. A Busca é um único e grande romance, dividido em sete volumes.

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As vidas paralelas de Tibério Bontempo – Fernando Dourado

Tibério Bontempo, 43 anos, caminhou lentamente até o meio do parque e, apesar de ter trilhado um longo declive, chegou resfolegante ao banquinho onde costumava sentar para apreciar o panorama.

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Memórias de um leitor VI – Fernando da Mota Lima

Minha politização coincidiu com o barateamento mercadológico das obras de esquerda, quando não sua pura e simples supressão imposta pela ditadura. Devido a isso, pude adquirir a preço de banana, como reza o lugar comum, obras de Lukács…

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Causos Paraibanos: Histórias de Bichos 2 – Clemente Rosas

É claro que não foram apenas animais silvestres que alegraram minha infância. Além da criação de coelhos e porquinhos da Índia, e da convivência temporária com criaturas mais exóticas, tivemos estreito contato com caninos…

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Encontros com Marcel Proust I – Paulo Gustavo

Durante muito tempo, não li Proust. Sinto não ter tido um mestre que tivesse me dito: “Leia Proust”. Mas esse mestre curiosamente apareceu na figura de um jovem e amadurecido estudante de Letras, hoje autor de um belo livro de contos, Pedro Moura…

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Memórias de um leitor V – Fernando da Mota Lima

Foi quando esse clima ideológico estava ainda se esboçando na minha vida pessoal que li Crimes de guerra no Vietnam. Diria simplesmente que representou um choque mental e ideológico na minha vida.

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Causos Paraibanos – Histórias de Bichos – Clemente Rosas

Administrador das fazendas Manjereba e Mumbaba, da Companhia de Tecidos Paraibana, na Zona da Mata, além da sua própria, no Agreste, meu pai tinha contato frequente com animais, domésticos ou silvestres.

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A fábrica – Fernando Dourado

Até os 15 anos de idade, José Umbelino Gomes Farinha amaldiçoava o pai todo dia por lhe ter dado um nome de batismo tão ridículo quanto ingrato. Ora, por muito que se esforçasse em ser identificado simplesmente como José, certo é que o Umbelino tinha uma força gravitacional forte.

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Causos Paraibanos – Velhas Professoras – Zuzica – Clemente Rosas

Esta era famosa pela severidade. Maria José Gouveia era o seu nome, mas o apelido familiar chegou às salas de aula, muito embora nós, alunos, não fôssemos autorizados a tratá-la assim. Uma de suas auxiliares, excepcionalmente mansa, a chamava de Madrinha Zica.

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O fim do passado – Fernando Dourado

De olho na televisão, Harold se divertiu com o depoimento do salva-vidas. Tanto achou interessante o que o rapaz disse, que chegou a enxugar uma lágrima de emoção. “Se você sentir que a corrente o está puxando, não tente nadar em direção à areia.

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Causos Paraibanos – Velhas Professoras – Adamantina Neves – Clemente Rosas

Na minha infância, além dos grupos escolares públicos, de bom nível, não havia colégios particulares para o ensino das primeiras letras. Somente professoras.

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O Terra Café | Bar – João Rego

O ambiente é típico de uma nova geração de artistas que se sabe à frente de um movimento cultural de vanguarda. Sob um amplo cajueiro, que cobre todo o quintal da casa, está instalado o minúsculo palco e, ao seu redor, uma audiência sentada no chão. Mais atrás, cadeiras e pessoas em pé.

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Fim de inverno na Bósnia-Herzegovina – Fernando Dourado

Rino Cosentino chegou tão eufórico a Sarajevo que não se apercebeu que o hotel Grand ficava a pequena distância da estação rodoviária. A viagem tinha durado quase dezoito horas, mas valera cada…

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Memórias de um leitor IV – Fernando da Mota Lima

Sentia-me como se encontrasse no espelho da realidade ficcional meu outro que não somente povoava a solidão da minha adolescência intransparente, mas também me reacomodava nas linhas turvas de minhas irresoluções existenciais.

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Uma história de amor e saudades – Fernando Dourado

Quando cheguei à família, nos tornamos três. Eu, portanto, e mais dois veteranos. Confesso que me senti tão bem acolhido por aqueles pares de olhos brilhantes de adultos e crianças que nem me incomodei com o cão grandalhão, de passadas enormes, que durante os primeiros meses alcançava a…

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CAUSOS PARAIBANOS XI – O Peru de Natal Extraviado – Clemente Rosas

Dos irmãos de meu avô paterno, Joca Viriato, Tonico e Álvaro, conheci apenas o último, que viveu seus últimos anos na vila portuária de Cabedelo, onde tínhamos casa de praia.

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