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Penso, logo duvido.

Hebdomadário da Corte XXXIV – Luciano Oliveira

Como muita gente, nesta antevéspera do primeiro turno das eleições, estou com medo. Disseram-me que na carreata pró-Bolsonaro no domingo último, em Boa Viagem, manifestantes faziam o gesto em “L”, com o polegar e o indicador em riste, simbolizando o velho Colt dos faroestes americanos que encantavam…

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Como Aznavour mudou minha vida – Fernando Dourado

Amanhã, dia 5 de outubro de 2018, talvez à mesma hora da publicação deste simulacro de réquiem na revista “Será?”, o jovem Emmanuel Macron falará para a França e o mundo diante do caixão do ator e cantor Charles Aznavour, no pátio interno dos Inválidos, em cerimônia de poucos precedentes em local tão simbólico.

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La Serva Padrona de Pergolesi, de entreato a paradigma operístico – Frederico Toscano

As mudanças ocorridas na Europa no raiar do século XVIII provocaram profundas alterações nas relações sociais, políticas, econômicas, culturais que culminaram em rupturas significativas, especialmente, no campo ideológico.

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Hebdomadário da Corte XXXIII – Luciano Oliveira

É tempo de concluir essas reflexões lefortianas sobre a democracia dizendo alguma coisa sobre a “tentação totalitária” que a ronda permanentemente. O perigo é compreensível e faz parte mesmo da sua dinâmica

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Abundância: o discurso misericordioso de magnânimos, ardilosos e benevolentes – Fernando Dourado

“Puxa, cara, estou genuinamente sentido por você. Nunca tive ilusão de que não estávamos em lados opostos do espectro político. Sempre soube que sim. Menos mal que isso quase nunca abalou nossa amizade.

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Hebdomadário da Corte XXXII – Luciano Oliveira

Acho que faltou no “hebdô” da semana passada um post-scriptumendereçado ao leitor que me sugeriu escrever sobre legalidade e legitimidade. Escrevo-o agora, me valendo outra vez do pensamento de Claude Lefort – do qual tenho me servido nessas reflexões sobre democracia.

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Bachianas Brasileiras nº 5 de Villa-Lobos, um clássico dos trópicos – Frederico Toscano

Incrivelmente prolífico, o carioca Heitor Villa-Lobos (1887-1959) era um personagem exuberante, tendo alcançado o status de maior compositor na música clássica brasileira.

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Hebdomadário da Corte XXXI – Luciano Oliveira

Um dos meus cinco leitores sugeriu-me que abordasse nessa série de reflexões sobre a democracia a distinção entre legalidade e legitimidade. Como se sabe (todo estudante de direito aprende isso logo nas primeiras aulas), nem tudo que é legal é legítimo, e nem tudo que é legítimo é legal.

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Hebdomadário da Corte XXX – Luciano Oliveira

A democracia como um regime que acolhe a legitimidade do debate sobre o legítimo e o ilegítimo é um mote tantas vezes repetido na obra de Claude Lefort que o nosso José Guilherme Merquior, num livro sobre o marxismo ocidental, o qualificou de “prolixo”.

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Desventuras Náuticas – Clemente Rosas

Volto a falar do mar porque agora, em regresso definitivo à minha querência, eu o tenho por companhia permanente, e na primeira luz dos dias já posso conferir, de minha varanda, seu brilho, sua cor e seus humores.  Na verdade, tenho convivido com ele desde a mais tenra infância. 

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Dor e luz – Fernando Dourado

Em plena manhã desta quinta-feira, 6 de setembro de 2018, despertei ilhado em Oak Park, subúrbio de Chicago. Chovia muito. Esperando que o calor arrefecesse com a água abundante, levantei da cama lentamente para atender ao aviso sonoro, indicativo de que uma mensagem prioritária acabara de entrar.

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Sinfonia da Ressurreição de Mahler, a busca pelo sentido da vida – Frederico Toscano

Em novembro de 2016, o manuscrito da Sinfonia n.º 2 de Gustav Mahler(1860-1911) foi vendido por 4,5 milhões de libras esterlinas, batendo o recorde segundo a Sotheby’s por ser o manuscrito musical mais caro da História.

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Carpeaux, prazer em conhecê-Lo! – Paulo Gustavo

Conheci Otto Maria Carpeaux (quase escusado dizer que por metonímia) em 1980, numa viagem ao Rio de Janeiro. Aos 23 anos, eu mal saíra da adolescência. E ele, o grande autor, mal desaparecera do cenário intelectual brasileiro, uma vez que morrera havia pouco: em 1978.

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Memorias de Redação: “Projeto Aripuanã” – Ivanildo Sampaio

Em meados dos anos 70 do século passado, quando o Mato Grosso ainda era um Estado único – não existia Mato Grosso do Sul – estive lá, diversas vezes, como repórter de um grupo empresarial que já não existe. Encantava-me aquele mundão líquido e verde, escuro e misterioso…

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Livre Pensar – David Hulak

O pensamento voa e as palavras vão a pé, dizia Julien Green,… ,claudicando por topadas na realidade, completo eu. Chemnitz, no Estado da Saxônia. Pacaraima, divisa com a Venezuela. Lá os “supremaxistas” arianos, neonazistas; cá, a massa de manobra de campanhas eleitorais. Do Not Forget.

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Hebdomadário da Corte XXIX – Luciano Oliveira

A propósito do hebdô da semana passada, um leitor me disse que achou o termo “desintrincamento”, da lavra de Lefort, mais do que rebarbativo: achou-o obscuro. Comprometi-me em esclarecê-lo. Vamos lá! Nos textos originais, escritos em francês, o que aparece é “désintrication”.

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Vida e morte em Varanasi – Fernando Dourado

O ano se encaminhava para o fim e eles saíram de Nova Déli logo cedo, por volta das sete horas. Segundo o concierge do hotel, antes deste horário a neblina não os deixaria progredir e o trajeto seria temerário. Já se viajassem apenas um pouco mais tarde, os engarrafamentos os impediriam de avançar a boa velocidade…

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Hebdomadário da Corte XXVIII – Luciano Oliveira

De Antonio Gramsci, com quem terminei o hebdô da semana passada, pulo para Claude Lefort: sai a “direção hegemônica” do primeiro e entra a “invenção democrática” do segundo. Morto em 2010, Lefort foi um filósofo da política que exerceu uma marcante influência sobre mim em relação ao que chamo…

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Filosofia Hindu: Introdução – João Rego

Havia prometido aqui escrever sobre a filosofia hindu (Barbárie, cultura e religião Cf, Revista Será? 25.11.2016), objeto de meu interesse desde jovem, quando fui apresentando à obra do místico Paramahansa Yogananda[1].

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Hebdomadário da Corte XXVII – Luciano Oliveira

Terminei o hebdô da semana passada pensando no problema da diferença entre o escravo e o explorado: ainda que sejam ambos uns fodidos, o segundo pode sair por aí vendo o mundo – nem que seja por uma janela de ônibus – e gostar disso!

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Hebdomadário da Corte XXVI – Luciano Oliveira

Volto aos “treze versos a serem escritos” sobre a hipótese da disjunção entre capitalismo e democracia – mote com que terminei o hebdôda semana passada. Bem, dir-se-ia: e qual é a novidade? Qualquer pessoa sabe disso. A Itália, a França, os Estados Unidos etc.

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Orfeu e Eurídice de Gluck, o triunfo do amor sobre a morte – Frederico Toscano

Quem foi assistir à estreia de Orfeu e Eurídicedo compositor alemão Christoph Willibald Gluck(1714-1787) no antigo Burgtheater de Viena, em 5 de outubro de 1762, pensou que veria mais uma ópera sobre os velhos mitos gregos, mas estava completamente enganado.

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A aposta de Florisvaldo Manga – Fernando Dourado

Fizesse chuva ou sol, estivesse o médico no Rio de Janeiro ou fora da cidade, Neco Borborema, um paraibano com alma mineira, tinha autorização de Dr. Florisvaldo Manga para jogar por ele na Mega-Sena sempre que o valor do prêmio anunciado ultrapassasse os R$ 20 milhões.

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Hebdomadário da Corte XXV – Luciano Oliveira

Fui picado pela mosca azul da teoria (terreno que não chega a ser o meu forte) e eis-me aqui, na sequência do “hebdô” da semana passada – onde explorava a hipótese da dinâmica capitalista como trazendo consigo um “potencial emancipador”

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Livre Pensar – David Hulak

Façam seu jogo, senhores e senhoras, diz a roda da fortuna travestida de crupiê. Vou de Vermelho 27? Se der Preto17 a culpa será de Nelson Gonçalves. “Vermelho vinte e sete… Seu dinheiro tanta gente alimentou …Deu preto dezessete, nem um cão entre os amigos encontrou…”.

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Do Porto de Hamburgo ao Porto de Santos – Helga Hoffmann

Amo cidades portuárias. Eu vivi mais de dois anos em Hamburgo, de dezembro de 1975 a fevereiro de 1978. Não só vivi: trabalhei, pertinho do Alstersee, o grande lago no centro de Hamburgo, e paguei imposto de renda e previdência social.

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Once upon a time in Paris – Fernando Dourado

Tudo começou com um passeio ao cemitério de Montparnasse, um local aprazível para celebrar os primeiros dias de primavera. Logo à entrada principal, poucos passos à direita, estão lado a lado os túmulos de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

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Hebdomadário da Corte XXIV – Luciano Oliveira

Como professor na área das ciências sociais e humanas, tenho muitos alunos “críticos”. O qualificativo, claro, remete à filiação marxista que seu enunciado evoca. Como costuma acontecer, são também pessoas afinadas com as “novas” pautas culturaisque adentraram ruidosamente a cena pública de alguns anos para cá.

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O Mar de Debussy, brisas e ondas pintadas pela orquestra – Frederico Toscano

As peças de Claude Debussy(1862-1918), representante principal do movimento musical impressionista surgido na França, provocaram opiniões bem conflitantes e ferozes polêmicas, mas no início do século XX, ele se firmou como figura de destaque no novo movimento musical.

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Hebdomadário da Corte XXIII – Luciano Oliveira

Quarta-feira passada, dia 18 de julho, fez exatamente um ano que recebi, por volta do meio-dia, um telefonema estranho da minha colega e amiga professora Conceição Lafayette, perguntando com certa insistência onde eu estava.

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