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Penso, logo duvido.

Memórias de um leitor VIII – Fernando da Mota Lima

E então vi meu pai, a matéria finita, desdobrando-se no tempo imaginário, atravessando o longo e tumultuoso rio do tempo para afinal dissolver-se na corrente que também a mim um dia me tragará.

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Memórias de um leitor VII – Fernando da Mota Lima

Os livros foram meus agentes civilizadores, também os modelos éticos incogitáveis no ambiente em que vivi. É provavelmente por essa razão que sempre me senti a pessoa errada no lugar errado, no tempo errado, na família errada, no país errado.

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Memórias de um leitor VI – Fernando da Mota Lima

Minha politização coincidiu com o barateamento mercadológico das obras de esquerda, quando não sua pura e simples supressão imposta pela ditadura. Devido a isso, pude adquirir a preço de banana, como reza o lugar comum, obras de Lukács…

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Memórias de um leitor V – Fernando da Mota Lima

Foi quando esse clima ideológico estava ainda se esboçando na minha vida pessoal que li Crimes de guerra no Vietnam. Diria simplesmente que representou um choque mental e ideológico na minha vida.

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Memórias de um leitor IV – Fernando da Mota Lima

Sentia-me como se encontrasse no espelho da realidade ficcional meu outro que não somente povoava a solidão da minha adolescência intransparente, mas também me reacomodava nas linhas turvas de minhas irresoluções existenciais.

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Memórias de um leitor III – Fernando da Mota Lima

Esperar o trem, na imaginação de tantas vidas áridas, era figurar no improvável a esperança de uma outra ordem de vida, era fabular o real factível sem, contudo, ser ficcionista, tão ausente era a ficção literariamente compreendida num mundo ancorado na tradição oral.

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Memórias de um leitor II – Fernando da Mota Lima

A chave da estante e a solidão fruída na cadeira de balanço da varanda à sombra do sol e da rotina sem alma fundaram o paraíso secreto que me converteu para sempre num explorador do mundo reinventado pela literatura.

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Memórias de um leitor I – Fernando da Mota Lima

Comecei a ver e decifrar o mundo dos símbolos a partir do dia em que abri a estante e estendi a mão da intuição cega em direção ao primeiro livro que removi da estante e comecei a ler. Já não me lembro qual foi. O que sei é que a partir daquele momento um mundo incogitável e maravilhoso se apossou da minha imaginação.

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