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Penso, logo duvido.

Do Porto de Hamburgo ao Porto de Santos – Helga Hoffmann

Helga Hoffmann

Flemmingstrasse no. 1 Winterhude, Hamburg, Deutschland.

– “Diga-me, por favor, que caminho devo seguir?”, ela perguntou.

– “Isso depende muito de onde você quer ir”, disse o gato.

Lewis Carrol, em Alice no País das Maravilhas

 

Amo cidades portuárias. Eu vivi mais de dois anos em Hamburgo, de dezembro de 1975 a fevereiro de 1978. Não só vivi: trabalhei, pertinho do Alstersee, o grande lago no centro de Hamburgo, e paguei imposto de renda e previdência social. Até seguro-desemprego eu recebi lá, por alguns meses, no período sem emprego entre o Institut Ibero-Amerika Kunde e a editora Friedrich Reinecke Verlag GmbH. Como fui parar em Hamburgo não vem ao caso agora, mas o fato de meus pais haverem me ensinado alemão na infância foi condição para que lá chegasse. Ainda que essa tenha sido uma circunstância feliz da minha vida, foi só por coincidência que na Alemanha morei na cidade em que nasceu minha mãe. Obviamente, porém, tal coincidência ampliou minha maneira de recordar minha mãe e meus avós maternos, inclusive porque me permitiu tentar entender por que uma família que parecia ter sido rica, ou ao menos muito bem de vida, abandonou Hamburgo por Santos. Meus colegas do Institut für Iberoamerika Kundesabiam que minha mãe havia nascido ali não longe do lago Alster e me deram na minha despedida um livro sobre a cidade-estado no tempo em que ela lá tinha vivido, criança pequena.*

As casas da minha infância, tanto a de Santos, construída pelo meu avô engenheiro no bairro do Embaré, quanto a de São Paulo, no bairro de Vila Mariana, já não existem mais, e no seu lugar há prédios de muitos andares. Construídas nos anos 1920s, até que conseguiram durar até o fim do século, a de Santos em bom estado, a da Vila Mariana em mau estado. Mas as duas acabaram derrubadas pelo boomimobiliário. Construído bem antes delas, o edifício onde minha mãe nasceu em janeiro de 1914 sobreviveu a duas guerras mundiais, ainda está lá, em Hamburgo, no elegante bairro de Winterhude, na Flemmingstrasse no. 1. Talvez porque a ruazinha fique muito perto do Parque da Cidade, e então não foi alvo dos bombardeios noturnos da RAF em julho de 1943, que arrasaram quase todos os prédios do vizinho bairro de Barmbek, mais densamente construído e habitado, logo ali do outro lado da S-Bahn, a ferrovia suburbana.**Passei na frente do prédio mais de uma vez. Em 1977, quando ainda estava trabalhando em Hamburgo, fui com minha mãe e meu pai. Minha mãe aparecia nem estar ligando, o acontecimento não tinha importância no seu longo caminho. Acho que a mais emocionada era eu: ao tirar fotos da minha mãe diante do prédio em que ela nasceu devo ter feito algo errado, apertado algum botão que não devia, como ainda faço agora algumas vezes no meu computador, pois não saiu uma única foto. Da última vez, fui com Brigitte (Grenz-Fahrenholtz); tiramos fotos de pé na calçada com o prédio ao fundo. Vi a escadaria e o corrimão no qual minha mãe brincava de escorregador.

Eu sabia que minha mãe tinha nascido seis meses antes de estourar a I Guerra Mundial. Na certidão de nascimento da minha mãe, ainda em escrita gótica, consta que foi dia 18 de janeiro de 1914, às 7 e meia da manhã, na casa da Flemmingstrasse, quem registrou foi o pai, e ali consta até que ele e a mulher eram de religião católica.  Mas isso não me bastava para entender por que os Reger-DePonte vieram parar no Brasil.

Em 1913 Hamburgo tinha algo mais de 1 milhão de habitantes, e a população estava em rápido crescimento. Os meus avós são até sintoma e parte desse processo, pois ambos eram originários do sul da Alemanha e tinham mudado para Hamburgo trazendo todos os pertences, que já incluíam então muito livros, o grande mobiliário entalhado construído especialmente para o casamento deles, talheres e roupa de cama com monograma KR, CR (Karl ou Carl Reger) ou LdP (Lucia de Ponte), porcelanas e cristais.

Depois de Berlim, Hamburgo era a cidade mais moderna da Alemanha e, mais que isso, estava em processo de modernização acelerada. Os habitantes locais se queixavam do caos do trânsito, onde se cruzavam coches puxados a cavalo, bicicletas, carros percebidos como em alta velocidade, e que foram proibidos de passar de 20 km por hora dentro da cidade, novos bondes elétricos que de vez em quando atropelavam os passantes que ainda não se davam conta de que os trilhos impediam o motorneiro de desviar, várias linhas de metrô. Fora Berlim, Hamburgo era a única cidade da Alemanha que já tinha metrô desde o fim do século XIX, que contava agora com 140 vagões. Havia sido construído em 1911 um túnel sob o rio Elba, um feito de engenharia famoso na época, por onde passavam diariamente milhares de operários do porto, a pé ou de bicicleta.  Hamburgo era uma cidade comercial rica, o maior porto da Europa continental, e no imaginário da cidade havia se instalado a ideia de ultrapassar o porto de Londres. O saneamento e a urbanização dos bairros operários, sobretudo perto do porto, prosseguiam desde o fim do século. Quarteirões inteiros de casas pobres, em ruelas de metro e meio de largura onde os bombeiros não conseguiam passar quando havia incêndio, haviam sido derrubados, por etapas, e os habitantes transferidos. Tais transferências se completavam ao fim de 1913. A cidade se expandia, com construção por toda parte, residencial e de infraestrutura. Ampliava-se o estaleiro para que chegasse a ser o maior do mundo, expandia-se a Estação Ferroviária Central, construíam-se hotéis elegantes, pois a cidade, apostando na expansão marítima da Alemanha, recebia muitos visitantes, alemães de outros Länder e estrangeiros.

Haviam sido desapropriadas algumas mansões ao redor do lago, Alstersee, e agora era possível dar toda a volta ao lago, na parte externa, a maior. Uma carruagem puxada a quatro cavalos, Mailcoach, começava com essa volta grande o tour turístico da cidade, apontando para as grandes árvores antigas, percorria o centro ao redor da parte menor do lago, chamava a atenção para o edifício-sede da companhia marítima Hamburg-Amerika Linie, antes de apontar para os edifícios da Prefeitura e da Bolsa de Valores, mostrava o túnel por baixo do Elba, até chegar às margens do rio, ao bairro de Altona, das casas voltadas para a água, e daí voltar.

O ambiente da cidade era de otimismo geral. 1913 é um ano de auge da construção civil, e é nessa Hamburgo que moram o engenheiro-arquiteto Karl Gustav Reger e sua mulher de olhos verde-cinza Lucia Josephine Auguste de Ponte, em um dos bairros mais bonitos. Arquitetos e engenheiros eram muito participativos na Hamburgo dessa época, através de suas associações, pois havia disputas de opinião sobre planejamento urbano e normas de construção. O boomde construção continuava quando nasceu minha mãe, em janeiro, pleno inverno de 1914. No verão de 1914 foi inaugurado, com o afluxo de milhares de pessoas, o Parque da Cidade, conforme o projeto paisagístico do principal arquiteto urbanista de Hamburgo da virada do século, Fritz Schumacher, responsável pelo desenho de outras partes da cidade e defensor das suas construções de tijolo aparente avermelhado.

Um mês depois, em agosto, a Alemanha declara guerra. O declínio de Hamburgo não é imediato, alguma urbanização continua, mas agora é o esforço de guerra que predomina. Mesmo Echo, o jornal dos socialdemocratas, que antes defendera uma linha pacifista e de entendimento, aparece com a manchete: “… na hora do perigo não abandonamos a pátria.”

Meu avô nunca conversou comigo de guerra. Isso não era assunto p’ra mulher, e muito menos p’ra criança. Só ouvi, na minha infância, que meu avô fora soldado na I Guerra, em tropa na África. Meus irmãos mais velhos ouviram dele mais detalhes: a história de que em fins de 1914 e em 1915 ele continuava em Hamburgo, e se sentia mal por não haver sido recrutado quando muitos dos seus colegas já haviam partido para o front. Era um homem de aparência forte e saudável, mas parece que o médico havia notado algo irregular no coração, e não foi convocado. Quando surge a oportunidade, passado mais de um ano, Karl Reger apresenta-se como voluntário, e aí é aceito como perfeitamente saudável.

Fora que meu avô havia sido soldado na África, e que minha avó e minha mãe tinham passado fome durante a guerra, andando quilômetros para encontrar algum camponês que pudesse lhes vender umas batatas, ou a constatação de que houve habitantes que chegaram a comer carne de rato, não ouvimos muita coisa sobre guerra em nossa casa. Nem da primeira, muito menos da segunda.

Quando decidi por no papel notas sobre o passado, tentei puxar de volta esse pedaço remoto, e não me veio grande coisa. Vagamente me lembro do vovô falando em norte da África. Mas fazendo o quê no norte da África? Nunca soube que havia colônias alemãs no norte da África. Mesmo depois de trabalhar muitos anos sobre África durante os meus tempos de ONU, só havia me deparado com um único país, a Namíbia***, ao qual se podia aplicar, e mesmo assim de forma limitada, a etiqueta de ex-colônia alemã.

De fato, ao se iniciar a I Guerra, havia um pouco mais que isso no esquecido passado colonial alemão na África:

– Deutsch Südwest Afrika, que, além da Namíbia, compreendia um pedaço de Botswana;

– Deutsch Ostafrika, hoje um pedaço da Tanzânia, Ruanda, Burundi, e um pedacinho de Moçambique;

– Togoland, hoje Togo e um pedacinho do oeste de Gana;

– Kamerun, compreendendo hoje a Republica de Camarões, mais pedacinhos do oeste da Nigéria, do sudoeste do Chade, do oeste da Republica Central Africana, do noroeste do Congo e do norte do Gabão.

No conjunto, era pouco, comparado com a extensão das colônias francesas e inglesas. A Alemanha só começara a ter uma política colonial em meados do século XIX. Os Länderalemães, exceto Brandenburgo, não tiveram colônias. Depois da fundação do Reich alemão unificado, Bismarck não via vantagem econômica em ter colônias, e previa que elas causariam perturbações políticas. Pressão política interna de múltiplos propagandistas da colonização (que se fundiram em 1887 na Deutsche Kolonialgesellschaft, Sociedade Colonial Alemã) é que levou Bismarck a formular sua política colonial, que na verdade previa colocar sob a proteção doReichos vários territórios que comerciantes alemães haviam adquirido ou conquistado além-mar, deixando na mão de organizações privadas o comércio e a administração nesses “protetorados” (Deutsche Schutzgebiete). Essa estratégia foi logo modificada, pois as dificuldades financeiras em quase todos aqueles “protetorados” obrigaram Bismarck e seus sucessores depois de 1890 a colocar todas as colônias formal e diretamente sob a administração do Reich. Um dos objetivos dessa política colonial alemã havia sido também o de tentar fazer com que o fluxo de emigrantes alemães rumo à América se desviasse para essas colônias, mas isso simplesmente não funcionou.

Em suma, quando começou a I Guerra, nem havia grande interesse alemão nas colônias, nem havia colônia alguma no Norte da África. Então o que um soldado alemão podia estar fazendo ali? Somente há pouco, folhando alguns livros que guardei das sobras das bibliotecas dos meus pais e avós, dei com um livro, assinado por seu proprietário Karl Reger, com muitas anotações nas contracapas. Ainda na escrita gótica alemã, com letras maiores, chama a atenção antes de mais nada para a página 24 do livro, em frases exclamatórias, e depois assina o seu R de Reger:

página 24

me apresentei voluntariamente!

saúde perfeita

etc.

fui aceito

participei!

1915-1916

R.

 

Há muito mais chamadas dele para outras páginas, flechinhas apontando para datas de chegada e partida em vários lugares, desde a saída de Berlim, passando pela Europa Oriental, chegando à Turquia, à Síria, à Palestina, ao Líbano, ao Egito. O livro, Vortrupp “Pascha”, publicado em 1937,***conta de forma romanceada a história de uma expedição de reconhecimento, de uma tropa exploratória que é enviada na frente para obter informação avançada sobre condições de segurança. Na tal página 24, conta-se que quando começou o recrutamento o destino e amplitude da expedição tinham que ser secretos, as tropas a serem transportadas nunca saberiam exatamente para onde seriam levadas. Condições prévias para se apresentar:

“Apresentação voluntária, experiência no front, comprovação da capacidade de aguentar os trópicos, boa dentadura. Atestado de que não teve doença venérea. Folha corrida totalmente limpa.”

Esse pedaço está todo sublinhado, e indicado por uma grande flecha por meu avô. E é o que é comentado na contracapa, com a sua pena: “Saúde perfeita. Fui aceito.” Não tenho ideia de como ele demonstrou “capacidade de aguentar os trópicos”, já que estes ele só aguentou depois de 1922. Tampouco tinha experiência anterior no front, mas os conhecimentos de engenheiro devem ter sido considerados de valia. Aliás, uma das anotações dele no livro está nas páginas sobre a história e a geografia do Canal de Suez, que durante a I Guerra esteve sob controle britânico.

Até onde pude conhecer meu avô, isso tudo não é patriotada, nem mesmo patriotismo. É que ele tinha mesmo espírito aventureiro. E boa capacidade de aguentar os trópicos valeu depois para tomar um navio em Hamburgo e ir embora para Santos, só que dessa vez levando mulher e filha.

A expedição ao norte da África não foi sem perigos. O Egito, até onde eles chegaram, estava do lado dos ingleses. Não poucos dos participantes morreram por lá. Parece que essa expedição terminou em meados de 1916. A maior parte das colônias alemãs na África já havia passado para os aliados nos dois primeiros anos da guerra. Somente Deutsch-Ostafrika (o pedaço da Tanzânia e arredores) ainda permaneceu sob controle de tropas alemãs até a capitulação da Alemanha em 1918. Meu avô voltou para Hamburgo, não sei exatamente quando nem como. Teve tifo na África, ou pelo menos atribuía a isso ou a um tratamento com quinino a sequela da surdez, pior em um dos ouvidos. A gente quando criança tinha que falar bem alto com ele, e do lado certo.

Depois da guerra não sobrou em Hamburgo nada do dinamismo e da visão otimista anterior. Quarenta mil dos seus homens haviam morrido na guerra. Perdeu todos os seus navios, o total da sua marinha mercante confiscada também como reparação de guerra. Os contatos comerciais com exterior foram interrompidos. A cidade que florescera pelo comércio marítimo e pelos navios de cruzeiro foi mais afetada que as demais, até pelo desaparecimento das poucas colônias. A situação econômica dessa cidade comercial e portuária ficou incerta. Os comerciantes ricos, que se haviam voltado para a sorte no mar, ficaram empobrecidos, antes de a hiperinflação dos anos 20 acabar de levar o resto. Nos primeiros anos depois da guerra, Hamburgo era uma cidade triste, que recordava com nostalgia o seu passado de sonhos marítimos.

Desconfio que depois de regressar do frontafricano meu avô não conseguiu mais recuperar suas atividades de construção de antes da guerra. Não chegou a ficar inteiramente sem renda, pois ainda deu para manterem a menina, Annemarie Auguste Josephine, em um colégio de freiras ali mesmo em Hamburgo. Eram freiras francesas, não sei explicar como é que elas estavam em Hamburgo mesmo logo depois da guerra e, ao que parece, durante a guerra. Sei que a mãe da menina, minha avó Lucia de Ponte, falava francês perfeito. Mas para mim é a cidade estagnada e sem perspectiva, mais seu espírito aventureiro, o que explica sua decisão de deixar Hamburgo e partir para o Brasil, levando mulher e a filha de oito anos de idade. Chegaram em Santos em 1922. De um porto a outro. Não sei se de imediato já desembarcaram com todo o mobiliário e baixela, mas sei que tudo isso eventualmente chegou ao Brasil. Hamburgo começou a se recuperar em meados dos anos vinte, mas aí meus avós já estavam adaptados em Santos.

Contava minha mãe que o pai, o soldado da I Guerra de quem estou falando, chegou ao Brasil contratado por uma empresa de construção civil, para trabalhar em Santos, e também no Rio de Janeiro, onde construiu estandes para a exposição do I Centenário da Independência do Brasil, que acontecia no ano de sua chegada. Era uma empresa alemã, ao término do contrato recebeu proposta para voltar para a Alemanha, mas já não quis mais voltar. Não sei se fisgado pelos trópicos ou pelas mulatas, ou se estava informado de que na Alemanha grassava a famosa hiperinflação. Mas a vida desses alemães em Santos, até a II Guerra, já é outro capítulo.

*Edith Oppens, Hamburg zu Kaisers Zeiten. Mit historischen Photos aus dem Archiv Lachmund. Hoffmann und Campe Verlag, Hamburgo 1976.

**Martin Middlebrook, The Battle of Hamburg: Allied Bomber Forces against a German City in 1943, Allen Lane, Penguin Books Ltd., Londres 1980, p. 330.

***É o país de uma das famosas gafes do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, onde ele disse discursando em visita oficial que, de tão limpo que era, nem parecia África.

***Richard Euringer, Vortrupp “Pascha”, Berlin, Vier Falken Verlag, 1937.

2 Comments

  1. Helga,
    Fiz uma leitura daquelas em que a gente não para até chegar ao ponto final. Belíssima crônica histórica. Assim que vale a pena escrever biografia: sem olhar para o umbigo e sim para a história vivida. Mesmo que não te conhecesse e me chegasse às mãos esse texto, despertaria o mesmo interesse. Porém, no meu caso, conheci teus pais, cheguei a ter aulas de inglês com dona Ana, uma mulher linda e cativante. Já era velha quando a conheci. Quantas vezes fui ao sítio (fomos, Hamilton, eu e nossos filhos), partilhando da família e dos amigos do “Fogo”, teu irmão. Pelo que percebi, é apenas uma de outras crônicas que virão. Pois ainda há muita história a ser contada. Inclusive a que, emocionada, ouvi em fita gravada no Museu da Imigração em São Paulo, quando coordenei uma pesquisa financiada pela Fapesp. Esse museu (antiga estação por onde desembarcavam os imigrantes da Europa e Japão vindos do Porto de Santos) possui um bom acervo daquelas históricas migrações internacionais.

  2. Bela narrativa Helga! Entendo que o foco da estória do vovô foi África, onde houve mais espaço para os “late comers” alemães estabelecerem colônias. Mas convém lembrar a colônia alemã de Qindao, outro porto, na China. Lá construíram uma cervejaria que depois de muitas metamorfoses ainda opera exitosamente. Há também um museu que mostra a evolução da cervejaria alemã que passou por mãos japonesas antes de finalmente virar chinesa.

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