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Penso, logo duvido.

Ecos Brasilienses – Eli S. Martins (*)

Eli S. Martins (*)

Personagem do filme V de Vingança.

Personagem do filme V de Vingança.

Encontro/desencontro

Ontem pela manha Dilma encontrou o Temer no Palácio do Planalto. Você ainda não saiu do governo? E este respondeu. “Estou aqui porque tive a maioria dos votos. Se tentar me tirar é golpe”!

Pensador neoliberal

“Tenha-se claro: a corrupção é tanto maior quanto menor é o papel dos mercados, maior a arbitrariedade decisória do agente público e menor é a transparência”. Esta frase não pode ser verdadeira porque tem um cunho liberal, e o liberalismo, todos sabemos, é inimigo do povo.

Dilma reúne golpistas no Palácio

Os juristas Celso Bandeira de Mello, Dalmo Dallari, Fábio Comparato e Paulo Bonavides reuniram-se no Palácio do Planalto para escutar e concordar com a Presidente de que impeachment é golpe. Em 2001, os quatro protagonizaram tentativa de golpe urdida pelo PT, apresentando pedido de impeachment de FHC. A mulher está brincando com fogo.

Ana Amélia

A senadora gaúcha estampou na tribuna do Senado cartaz com os seguintes dizeres: 1990-2002, PT apresentou 50 pedidos de impeachment.

 

Abre alas

Com a saída do PMDB do governo Dilma terá seis ministérios e 1000 cargos para comprar os deputados federais indecisos e venais. É a opinião nos corredores da Câmara. O autor não tem nada a ver com isso. Nem conhece qualquer deputado venal.

Futebol Clube Unidos Venceremos

O esquerdista do bar chegou em afogadilho. “Gente, estamos lascados. As direitas se uniram”. E passou a ler a noticia: Jader Barbalho afirmou que a “A Operação Lava Jato virou uma esculhambação, só falta o Papa Francisco ser citado em uma delação”. E, logo a seguir, para provar a união das direitas leu que Lula declarou: “a Lava Jato é a responsável pela situação econômica caótica em que povo se encontra”. Do meu lado minha vizinha enfermeira concluiu: “A velha direita tem mais senso de humor”. E ainda acrescenta: “Uai, a culpada da crise não era a China”?

Dizem

Dizem que neste País se contrata um matador de aluguel por 10 mil reais e se compra um deputado por 10 bons cargos no governo.

Cinismo

Um jornal entrevistou alguns publicitários em face da novidade da campanha eleitoral deste ano que não terá financiamento por parte de empresas. E com a Lava jato em operação há o medo de ser preso, no caso de receber por fora (caixa 2), ou, em caso contrário, não receber nada. Nestas  condições o pessoal está fugindo de campanha eleitoral. Mas, evidentemente, que neste meio o cinismo é grande. Um publicitário chegou a “temer que a população acabe mal informada”. Como assim? diz meu vizinho confeiteiro. “Mais do que a campanha do mago preso Santana”!?

O culpado é sempre o outro

“Culpar a operação por tirar pedaços do PIB, num momento em que a economia desmorona, e por destruir empregos, com o problema invadindo a casa dos brasileiros, é usar mais uma vez uma arma espúria na sua guerra particular. Mas Lula é assim mesmo: os méritos são todos dele; os problemas são todos alheios”. Mirian Leitão, O Globo web, 25/03/2016

Tese 

Há um sociólogo em Brasília que defende a tese de que os corruptos novos, amadores (sendo presos), e os políticos velhos, profissionais (sempre soltos), se entenderam para acabar com a Operação Lava Jato.  As últimas declarações de Lula e Jader comprovam. Gostaria de saber o que pensa disso a turma do Será?.

O retorno do passado.

Na quinta feira, 24, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, jogou a toalha. Desistiu de vez da politica do ajuste. Terminou! Agora recomeça uma nova fase da “nova matriz econômica”, com o velho argumento de que é preciso aumentar o gasto do governo para animar a economia, mesmo que o déficit público, a dívida e o serviço da dívida –que já supera o meio trilhão – também aumentem. As mesmas medidas adotadas no primeiro mandato de Dilma e que nos levaram a situação atual. Lula nem chegou e já venceu. O homem é danado. Será que vai dar certo? 2016 nos dirá!

Novo voo de galinha?

Com o retorno da “nova matriz econômica” o Brasil pode começar um novo voo de galinha. Logo, logo, cai de novo. Mas pode dar a impressão de que a crise está acabando. E a irresponsabilidade fiscal cai no carnaval fora de época. Vamos sambar, enquanto o avião não cai.

Pimenta no dos outros é refresco

No que a atitude de Moro difere da de Snowden? Mesmo que o diálogo não valha como prova num tribunal, foi bom para o país ter tomado conhecimento dessa conversa? O velho PT teria dito “sim” sem pestanejar. Segundo Hélio Schwartsman, FSP, 25/03/2016.

A quem os esquerdistas devem seguir?

O presidente da CUT, que diz: “Quem for além desse raciocínio precário perceberá que vivemos um momento único de combate à impunidade e correção de rumos das instituições públicas e privadas. A investigação de todas as denúncias indica que estamos construindo um país melhor, mais ético”.  Ou Lula, que diz aos sindicalistas: “a Operação Lava Jato é um dos principais responsáveis pela crise econômica, particularmente pelo aumento do desemprego e pelo consequente pânico criado na sociedade brasileira”.

Democracia?

Os petistas, com muita ideologia e pouca aritmética, saem às ruas dizendo que estão defendendo a democracia, dizendo que impeachment é golpe e comparando o momento atual com as vésperas de 1964. Naquele ano, quem levantou a bandeira da democracia foi a direita conservadora e aliada dos Estados Unidos. Disso eles não sabem.

Veneno meu, veneno teu

Quem primeiro levantou a bandeira do impeachment foi o PT, contra Collor, contra Itamar e contra FHC. Alguns estão defendendo a ideia de que o governo petista é populista e conservador, e que agora experimenta o veneno que introduziu na vida politica brasileira.

Divisão dos políticos

Segundo meu guru, Elizardo, os políticos estão divididos em quatro grupos. Os que querem se manter no poder a qualquer custo, pois, afinal, suas benesses não são desprezíveis, mesmo que o País se quebre. Os que querem tirar o PT e sua base “pouco aliada” do poder porque estão interessados em participar das benesses, mas também porque acreditam que poderão tirar o País do buraco. O terceiro grupo de políticos quer apenas se dar bem, se reproduzir e ganhar dinheiro e podem mudar de lado segundo o valor da oferta. Lembremos que alguns políticos influentes como Jose Dirceu e Eduardo Cunha tiveram ou têm seu prestígio ligado ao poder de obter e intermediar financiamento de campanhas. E, finalmente, o quarto grupo, pequeno, que quer encontrar uma saída para a crise e, ao mesmo tempo, aproveitar a crise para introduzir mudanças estruturais que derrubem os entraves que impedem de sermos um país desenvolvido, com boa educação e qualidade de vida para todos. Isabella, minha faxineira, é uma ferrenha defensora deste último grupo. Mas, acrescenta: “Não temos chances de vencer, o povo tem ímpeto suicida”.

(*) Observador anônimo da política nacional

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