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Penso, logo duvido.

Ecos Brasilienses – Eli S. Martins

Eli. S. Martins(*)

Personagem do filme V de Vingança.

Personagem do filme V de Vingança.

Inimaginável

Quem poderia imaginar que uma investigação sobre a corrupção no Brasil com prisão e condenação de executivos das empreiteiras teria como principal adversário, interessado em sua destruição, o Partido da Ética? O mundo dá voltas.

Dois pesos, duas medidas

Um ministro do STF declarou estranhar e considerar incorreta a prisão provisória de executivos e ex-políticos decretadas pelo juiz Sergio Moro. O esquerdista do bar não deu por menos: “Existem no Brasil 230 mil pessoas em prisão provisória, ou seja, sem terem sido julgados. E o cara só lembra dos amigos empresários? É luta de classe mano”.

Brochou?

Tudo mundo diz que o impeachment perdeu força. Incompetência da oposição ou sabedoria? No primeiro caso mantém a tradição dos últimos 14 anos. No segundo, é que o pessoal chegou a conclusão de que com Dilma no poder o PT se esfacela de tal forma que não tem qualquer perspectiva em 2018. É o tradicional: deixa sangrar. O País que aguente.

Sangria

Com a aproximação das eleições municipais e a janela de mudança partidária o PT perde força a olhos vistos. Em São Paulo dos 68 prefeitos que tem o PT, 24 já saíram do partido. Mais de 1/3.

Democracia ameaçada?

De meu guru Elizardo. “Cerca de seis milhões de pessoas se manifestam a favor do impeachment da presidente. Outros dois milhões manifestam-se contra. Tudo em ordem, sem baderna. Qual democracia está ameaçada”?

Igualdade para uns

De meu amigo, o velho Eneas. “Qualquer um de nós cidadãos comuns que incitar contra a Justiça ou pregar invasão de gabinetes de autoridades públicas, será preso, sobretudo se for na presença da autoridade máxima do País em cadeia nacional. Pois bem, Lula que qualificou todos os ministros do STF de covardes, e o diretor da CONTAG Sr. Aristides Santos que incitou a invasão dos gabinetes dos congressistas, estão soltos depois de cometerem esses crimes, respectivamente”.  A velhinha do bar quando ouviu perguntou logo: “Uai, e não somos todos iguais perante a lei”?

Poço sem fundo

O STF está sendo chamado no corredor do Senado de poço sem fundo. Caiu lá nunca mais aparece. Por isso, é que Maluf não foi condenado aqui, apenas na França. E não pode viajar para o exterior, mas aqui, até deputado é. Toda (sic) semana pega o avião São Paulo-Brasília. É o que Lula está procurando. Por isso, alguns também denominam o STF de refúgio dos queridinhos. Caiu lá, está protegido. Será? Em 2017, ou 2018 ou 2020, saberemos.

Explicação oculta

A gente sabe que a dona Dilma não é das mais claras em suas falas improvisadas, teimando em reinventar o português. É uma linguista a mulher, sempre inventando expressões novas. A última que ouvi foi essa. “A forma do golpe está sendo a ocultação do golpe”. Golpe oculto, onde estará o golpe?

Descoberto o golpe oculto

Meu vizinho confeiteiro sacou o que é a tal “ocultação do golpe”, o golpe oculto que a Dilma fala. Com a entrada do Lula no ministério ela deixa, de fato, de ser a presidente da República. Este é o golpe oculto. Pelo visto o golpe passará, basta o STF deixar. E aí começa o governo Lula-Dilma. Ninguém votou no Lula, mas ele é quem vai comandar.

Esse Xexeu é demais!

“A vida não está nada fácil. Se acho que crimes de responsabilidade cometidos por quem ocupa a Presidência da República devem ser punidos com o impeachment, sou golpista. Se acho que qualquer pessoa tem o direito de apresentar uma denúncia no Congresso pedindo o impeachment da presidente, sou fascista. Se acho que a corrupção não é justificada pelo ganho social, sou coxinha. Respiro fundo. E aplaudo Chico, Aderbal, Beth e Letícia por exercerem seu direito de se manifestar. Se depender de mim, ninguém vai ter exclusividade sobre o uso da democracia”. E de mim também, disse minha adorável faxineira, dona Isabella.

Prêmio Nobel

Como é conhecido, o Brasil, apesar de seus 200 milhões de habitantes, não tem nenhum Prêmio Nobel. Perde para pequenos países como Portugal e Islândia. Mas se o Lula conseguir em seu terceiro mandato produzir o ajuste fiscal, dar novo dinamismo à economia com redução do emprego e obter a maioria na Câmara dos Deputados merece o Prêmio Nobel em Política. Ele não existe, mas iremos propor. O cara, como dizia Obama, merece!

Impeachment do Collor

Segundo meu amigo José Roberto, jornalista emérito de Brasília, em 1992, já sem esperanças, Collor exigiu a presença no Palácio do Planalto de todos os nomeados em cargos de confiança sediados em Brasília. Não subiu em palanque, não bufou contra a realidade – apenas cumprimentou um a um. Reconheceu a derrota e renunciou. Depois, o STF o inocentou de todas as acusações.

Lula 3

Minha faxineira, dona Isabella, já sabe (a mulher é uma danada!) que o impeachment não passará, e que teremos o terceiro governo de Lula. Sua dúvida é: dará certo?

Governo de quê mesmo?

Segundo meu vizinho confeiteiro, dona Dilma está jogando tudo na luta contra o impeachment, incluindo a entrega de cargos importantes para os indecisos. Todos, políticos oportunistas e venais, que vão trocar o voto por cargo. A pergunta dele é: caso não seja aprovado o impeachment vamos ter um governo de escroques? Dona Isabella que é mais informada diz que a tia está vivendo um dilema: oferece cargos para se salvar ou negocia para depois pagar?

Inimigos da Lava Jato

Dona Ismeralda, minha vizinha, já detectou que todos (??) os políticos, de esquerda e direita, estão contra a Lava Jato. Por exemplo, o aguerrido deputado Wadih Damous (RJ) já age como a tropa de choque de Berlusconi, ao propor projetos para barrar a delação premiada e rever a decisão do Supremo de que o cumprimento de pena pode começar na condenação em segunda instância. Dona Ismeralda não se surpreende: é mais um deputado petista a serviço de grandes empresários. Afinal essa aliança ficou explícita no governo Lula, os Bancos ganhavam bilhões e os pobres uns pouco reais. Segundo ela, vejam bem, não é minha opinião!

E passa?

O Ministério Público coletou assinaturas de mais de 2 milhões de eleitores, que acabam de ser encaminhadas ao Congresso, apoiando 10 leis para melhorar o arcabouço jurídico de combate à corrupção. Transformá-las em leis é a blindagem que o combate à corrupção neste momento. O esquerdista do bar duvida que passará.

A natureza do impeachment

Qual a natureza do ato de impedimento da presidente previsto na Constituição? Se for puramente jurídico, quem deveria se manifestar seria o STF, mas como é uma decisão política ela reside no Congresso Nacional. A interpretação do que seja improbidade administrativa é política. Como diz o esquerdista do bar: precisa mais do que a situação em que a presidente está deixando o País? Meu vizinho confeiteiro fala em estelionato eleitoral. Dona Isabella fala em irresponsabilidade com os cuidados da coisa pública. Na opinião dela o que aconteceu com a Petrobrás, quando a presidente era Ministra da Economia e presidente do Conselho da Administração, já é crime mais que suficiente. “Ela tinha que ser ‘impechada’ ainda em 2014”.

(*) Observador anônimo da política nacional

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