Pages Navigation Menu

Penso, logo duvido.

Euskadi – Fernando Dourado

Fernando Dourado

San Sebastian, vista para o Rio Urumea by João Rego.

I

Não sei se você, caro leitor, é afeito às miudezas da pequena crônica da vida. Se este não for o caso, recomendo que aqui mesmo interrompa a leitura e vá dedicar os minutos que gastaria com este escriba, percorrendo textos sisudos sobre a relação entre a alta dos combustíveis e a falta de legitimidade do governo. Eis pois uma tese bastante palatável para quem quer bradar civismo, franzir o cenho, admitir-se preocupado com gatilhos de instabilidade e traçar paralelos com o Chile de 1973. Vou mais longe: se quiser cavalgar uma temática cívica, dessas que desnudam o tirocínio à toda prova do articulista que a patrocina, por que não regalar-se com o nó inextricável da falta de empatia tucana e o possível colapso da legenda no bojo da abulia de Alckmin, o que é tema de alguma transcendência, apesar de não ser propriamente novo? Agora se você, minha leitora, consegue planar um pouco que seja acima desse panorama anódino que se abate sobre o Brasil, e, por um átimo, quiser abstrair-se da morte de Philip Roth, do legado de Alberto Dines ou das toscas demonstrações de boa-fé de Kim Jong-un, talvez seu lugar seja mesmo aqui ao meu lado. Isso porque a história que vou contar, que nada terá de extraordinária para seu currículo, e pouco contribuirá para mudar o curso dos fatos no Brasil ou no mundo, talvez eviscere o amor e o ódio, a luz e a sombra, a fanfarra e a marcha fúnebre, em dado verão do começo do século. Se você não desistiu até aqui, é porque temos alguma chance de avançar e começar nosso relato por um dos lugares mais luminosos da Terra. E então teremos todos uma versão menos tropicalizada do patriotismo que nos inebria.

II

Imagine você então que é verão em Barcelona e que a Catalunha resplandece em todas as cores da paleta num café elegante da Diagonal, a poucas quadras do hotel Princesa Sofia. Em mangas de camisa, Raul releu a mensagem que acabara de chegar: “Situação se deteriorou. Sócios só conversam agora por advogados. Faça o que for possível. Sugiro que vá verificar a opção local. Boa viagem”. Deixando o papel sob o cinzeiro onde jazia um Partagas fumado até a metade, disse ao amigo Santa Creu, que folheava distraidamente a edição local do La Vanguardia: “Meu cliente está fazendo um apelo de dor e acho que vou até o País Basco. O chato é que Catarina chega hoje e, como sabes, está cheia de planos para curtir a cidade. Fez-me jurar há um mês que não sairíamos daqui, nem que fosse para comer no El Bulli. Como vou convencê-la de que vamos rodar até o Cantábrico, deixar os amigos para trás e, ainda por cima, que vou trabalhar, sem sequer saber se o pessoal lá quer me ver? Que enrascada”. Diante do silêncio de Santa Creu, prosseguiu: “Você sabe como ela é. Quando eu citar o destino, ela já vai botar gosto ruim, falar de bombas e terror. A ideia que me ocorre para dourar a pílula é chegarmos lá devagarzinho, sob pretexto de fazer uma rota Hemingway, se é que me entendes. Ela não é como Estela, a alpinista que teve hipotermia no Aconcágua”. O catalão sorriu: “Claro, hombre, é isso que queria te sugerir. Passas o dia em Pamplona, participas da San Fermín, e me prometes tomar cuidado para não te deixar chifrar por um touro. E depois, como quem não quer, te encaminhas para Bilbao, ou onde quer que seja teu destino secreto, caracoles“.

III

Antes mesmo que Catarina começasse a se ambientar na cidade europeia de que mais gostava, Raul providenciou para que o carro estivesse à disposição desde as dez da manhã seguinte, e já apresentou os planos na noite da chegada, à mesa do L´Olivé, onde os dois casais se esbaldaram com uma copiosa travessa de exqueixada de bacalhau nadando em azeite de oliva, lavada a garrafas de espumante Anna de Codorniu Blanc de Blancs. “Precisamos amanhã ir a Pamplona, amor. Há muito tempo quero respirar aqueles ares durante as festas. Depois, surpresa: quero te levar ao Guggenheim de Bilbao e você vai se distrair lá enquanto faço umas coisinhas. Na próxima semana, estaremos de volta a Barcelona. Então Nina e Santa Creu vão fazer todos os nossos caprichos e não iremos mais longe do que até La Palomera, prometo. Mas missão é missão”. Assim são as mulheres, pensou Raul. Isso porque ela acolheu a ideia sem nenhuma resistência e não esboçou os protestos por que todos esperavam. Santa Creu foi, contudo, infeliz: “E nada de te preocupares com a questão do ETA, hein. Os bascos não são tão pacíficos como nós os catalães. Antes de explodir um lugar público, eles informam para que seja evacuado”. Não contente com a enorme idiotice, olhou Raul de soslaio e, inexplicavelmente, complementou: “É bem verdade que não fizeram nada disso quando explodiram o Hipercor aqui mesmo em Barcelona, em 1987. Foi um banho de sangue. Meu velho perdeu um amigo”. Raul sabia. Acaso não estava na recepção oferecida a Felipe González, então em visita ao Brasil, quando tudo aconteceu? Mas nada disso mudaria os planos e Catarina relevou o alarme.

IV

Antes mesmo de chegarem a Pamplona, já se viam as delegações de camponeses e turistas que acorriam ao centro apinhado, todos invariavelmente envergando o lenço vermelho no pescoço, caído sobre a camisa branca. Tendo estacionado o carro a bons vinte minutos de caminhada, só agora Raul se dava conta do quanto ansiara por aquele momento que chegava à sua vida de forma tão acidental. Depois de uma merenda de txistorra com ovos e vinho maduro, bem ali ao lado da arena – destino final do trajeto que os touros faziam em desvalada carreira pelas ruas estreitas e escorregadias -, deliciaram-se em meio à tensão reinante com a rapaziada que subia atabalhoadamente as cercas, e Catarina levou as mãos aos olhos quando viu um  miúra de médio porte pisar a coxa de um menino afoito que, surpreendentemente, pareceu não dar importância ao machucado. Mas como dar, se tudo ali era luz, metais e cores? Certo é que sendo julho e o calor escaldante, houve tempo de purgar as emoções à sombra, deixar que a adrenalina baixasse, lavar-se no chafariz, reforçar a hidratação para, afinal, seguir viagem na direção de Vitória, primeiro ponto de referência. À medida que entardecia, o céu começou a trazer nuvens carregadas. “Oñati, este é o nosso destino, amor. Veja se consegue achar nesse mapa. Deve estar em letra miúda porque é uma cidade pequena. E tem mais: é lá que nós vamos pernoitar. Isso vai me permitir sondar o terreno, dar uma olhada do lado de fora da fábrica, conhecer alguém num bar e buscar uma apresentação. Não estou oficialmente com mandado para abordá-los, tenho que achar formas alternativas”. Estruturada, ela teve um calafrio.

V

Mas talvez você, leitor, que chegou até aqui, e que para tanto sacrificou o exame de uma matéria sobre a falta que faz uma bala na testa de Maduro, o que caracterizaria o assassinato como sendo político, quase humanitário, talvez mereça saber que Raul, 36 anos, chileno-brasileiro, à frente de uma boutique de investimento, orgulhava-se das credenciais de negócios que tinha amealhado. Desfeito o segundo casamento, era afeito a viajar acompanhado e pouco lhe importava que as missões ficassem mais longas e caras: “Preciso voltar ao hotel e ter alguém com um grande caderno na mão, caneta a postos e pronta para ouvir um ditado desconexo em que recito tudo o que vi e ela anota. Gravar poderia ser até mais fácil, mas gosto da sensação de missão compartilhada, sabe?” Santa Creu balançava a cabeça cético: “Se minha amiga Catarina não tivesse os atributos que Deus lhe deu, e bem sabes do que estou falando, com todo o respeito, não estarias importando uma estenógrafa de tão longe”. Estava certo, é claro que viviam um bom momento. Mas não era má ideia tê-la ali naquela missão relâmpago a uma indústria de um imenso grupo basco que, ao que tudo indicava, estava querendo reforçar a presença na América do Sul. Ora, dado o impasse terrível que travava qualquer possibilidade de entendimento entre os sócios de seu cliente, quem sabe uma aquisição não seria uma saída honrosa para todos? Isso parecia até bem natural. O empecilho era que uma parte dos sócios queria comprar as cotas dos demais, e não cogitaria de dar um mandado para que se buscasse um comprador. Daí que Raul saía descoberto. O que não o intimidava.

VI

Quando saíram do hotel para esticar as pernas e se refrescar com a brisa da noite, o panorama era bem outro. Nas ruas da pequena cidade, contrariamente ao formigueiro de Pamplona, não havia vivalma. O céu estava baixo, chuviscava e a temperatura baixara para 12 graus, o que era incompatível com as expectativas soalheiras de Catarina ao chegar à Espanha. Na verdade, nem parecia que estavam na Península Ibérica, disse ela. “O que é aquilo?”, apontou uma enorme pichação num muro de escola: “Gora Euskadi askatuta”. “Olha, isso é das poucas coisas que sei nessa língua terrível. Significa Viva o País Basco livre. De resto, não me pergunta mais nada. Só se for comida: queijo Idiazábal, que é ótimo, e vinho que em basco é ardo. O resto é grego”. Catarina era gaúcha, descendia de alemães e estava saindo com Raul desde o réveillon anterior, quando tinham se conhecido em Punta del Este. Herdeira de uma família ligada à siderurgia, jamais tinha mostrado aptidão para os negócios e se contentava em tatear o Terceiro Setor, depois de incursões no mercado de arte em São Paulo. Pouco mais velha do que o namorado, era despojada, amava cavalos e jamais tivera planos para a maternidade, o que fazia deles um casal quase fusional nas aspirações. Caminhando lado a lado na noite fechada de Oñati, escutando apenas o barulho dos sapatos na calçada, não havia dúvida de que pairava algo opressivo no ar e que Catarina preferia àquela hora estar na praia de Barceloneta, apesar de ter gostado da tarde em Pamplona. Mas era assim que se descobria o mundo. Ao virarem a esquina, a caminho do hotel, outra pichação: “Presoak kalera, Amnistia osoa”.

VII

Na estrada para Donóstia, menos de 24 horas depois de terem chegado a Oñati, Catarina era toda curiosidade para saber o que ele fizera para estar tão sorridente. “Foi bem mais simples do que pensei. Como se pode imaginar, eles não recebem muitas visitas nesse lugar esquecido por Deus, apesar da expressão econômica do grupo. Pedi na recepção para falar com o gerente geral e deixei um cartão. Logo fui recebido por um certo Jokim e camuflei meu interesse verdadeiro com uma chuveirada de palavras, quase todas bem próximas à verdade. Disse que há muito tempo queria conhecer o País Basco e que Madri era terra saturada. Depois que arranquei o primeiro sorriso, perguntei se eles tinham planos de um dia trabalhar no Brasil. Pois se tivessem, eu poderia tocar a operação por lá. O cara foi de uma clareza solar, nem parecia viver nessa terra de céu cinzento e montanhas verdes. Disse que o Brasil é interessante, mas que é mercado protegido e lá só entram quem os manda-chuvas locais querem. Disse ainda que as regras obrigariam a contabilidade a fazer malabarismos inconcebíveis para engraxar todo mundo e acusou meu cliente de ser um grande obstáculo à implantação de concorrentes estrangeiros porque é subcontratado de grandes empreiteiras. Então – não sei se fiz certo, só vou saber quando voltarmos aqui daqui a três dias para conversar com o outro diretor que está no México -, nessa hora eu pisquei o olho, me debrucei sobre a mesa, toquei no braço dele e disse: amigo, pois trate de pensar na possibilidade, veja bem, apenas na possibilidade, de que este tal concorrente esteja te fazendo um aceno aqui pelas mãos deste teu novo amigo”.

VIII

“Donóstia? Você não disse que íamos para San Sebastián?” “Dá no mesmo, é só o nome basco da cidade. Jokim sugeriu que invertêssemos a mão. Que começássemos pela baía mais bela do mundo, segundo ele, e que aproveitemos a disponibilidade de hotel no começo da semana. Amanhã, ou depois, Guernica e então Bilbao. Mas é tudo perto e o importante agora é relaxar, torcer para que a chuva pare, conhecer as sidrerias e comer bons pintxos nos balcões da cidade velha”. Mais adiante, dois guardas de fardamento preto acenaram para que parassem. Gentis, embora secos, verificaram os passaportes e passaram sob o carro o que lhes pareceu um espelho redondo ao cabo de um longo cabo metálico. Perguntados onde se hospedariam no destino, Raul disse que seria no Hotel de Londres y de Inglaterra. “É bom? Recomendam?”, perguntou. “Cagüendios, hombre! Por este não passamos sequer pela porta. Hay que tener bolsillos forrados, he. No es para nosotros. Venga, buen viaje“. Na entrada da cidade, uma espécie de enorme aviso, pintado em dramáticas letras vermelhas há pouco tempo: “Herriak ez du barkatuko”. “Anote isso, vamos anotar tudo agora que depois pergunto à recepção o que essas expressões significam”, ao que mais tarde a bela moça diria em voz baixa, enquanto o camareiro levava as malas: “Don Villamar, isso significa na nossa língua: o povo não perdoará”. Surpreendentemente, não tiveram vontade de deixar o quarto até o cair da tarde e dormiram longamente. Uma nesga de sol coloriu os contornos da “Concha” e reflexos prateados se espalharam pela superfície espelhada, o que era um convite ao passeio ansiado.

IX

Foi só quando chegaram diante da Basílica Santa Maria del Coro que viram a manifestação silenciosa, encabeçada por uma comitiva de mulheres que levavam cartazes com fotos em preto e branco de jovens de aspecto pesado, quase carrancudos. “Dispersiorik ez”, subiam as faixas. “Essa eu aposto que significa não à dispersão, nem preciso confirmar com a linda Miren no hotel”. E então, quando se encaminhavam para o Gandarías, tentando abrir espaço, ouviram uma explosão forte, seguida de rolos escuros de fumaça que logo turvaram o último azul do céu. Raul levou Catarina até um local que lhe pareceu mais protegido e ambos se colocaram sob um pórtico para tentar acompanhar a cena sem se expor. O barulho das sirenes tomou conta das ruas e as pessoas pareciam correr em câmara lenta, a ritmo quase imperceptível. “O que foi isso?” As bombas de gás lacrimogênio faziam efeito e Raul tirou o lenço para que Catarina cobrisse olhos e nariz. “Quando a multidão se dispersar mais, a gente sai de fininho”. “Você promete que a gente vai para o hotel?” Mal disse isso, um ônibus irrompeu em chamas bem diante deles, quando tudo indicava que o pior passara. “Raul, deixa eu te dizer uma coisa. Me leva daqui, essas placas nessa língua me fazem mal, essas mulheres de preto me deprimem, eu não vim até aqui para viver um verão cinzento. Deixa eu te dizer uma coisa. Sei que você estava bem com aquela garota, a Estela, a que escalava montanhas. Chame de ciúme, chame do que quiser. Chame até de insegurança que eu não vou achar ruim. Mas escalar para mim se resume a montar meus cavalinhos, e olhe que já foi grande progresso. Quero sair daqui”.

X

Raul Villamar não cederia tão facilmente ao segundo apelo de dor que recebia em menos de três dias.  Abraçando Catarina Schulte, levou-a sã ao hotel e comeram um besugo do Cantábrico. Se a beleza de San Sebastián ficara maculada por uma manifestação sangrenta, e que resultara em dois policiais mortos não longe de onde estiveram, o passeio pela costa até Bilbao, via Guernica, pouco a pouco lhes restaurou o ânimo: “Era nessas enseadas que os bascos fundeavam, reparavam os navios e saíam de novo para o Labrador, sem que ninguém soubesse o destino, para pescar bacalhau. As costas de Massachusetts eram um imenso viveiro do peixe que mudaria a história do mundo. Salgado, ele permitiria viagens mais longas por terra, inclusive o desbravamento do interior do Brasil”. Catarina sorria e já não se incomodava com as paradas policiais que tiveram em Zarautz e Lequeitio. “Acho que vou sentir falta quando terminar”, brincou. Em Guernica, Raul lhe contou sobre o bombardeio nazista da cidade, a pedido dos franquistas. “Sabe o que Picasso respondeu aos guardas de Franco que o inquiriram, na tentativa de intimidá-lo, se ele fizera o painel Guernica? Ele disse: Não, não fui eu, foram vocês”. E ela sorriu de novo, dessa vez compenetrada. “É sempre divertido assim viver com você?” Já era noite quando entraram em Bilbao. Com os dedos entrelaçados, Raul ainda lhe disse: “Viver os prazeres de imediato ou adiá-los um pouco, é irrelevante para quem ama de verdade. É claro que eu gostava de Estela. Mas ela era de uma dimensão que, sinceramente, nunca foi totalmente a minha. Arco com minhas maluquices. Mas de você espero isso: solidez e amor ao chão”.

***

7 Comments

  1. Caro João,

    Se já fui objeto de tamanha deferência alguma vez, desconheço. Mas fiquei envaidecido de ter uma foto de sua lavra ilustrando meu modesto “Euskadi”. Eis uma sensação vívida de tarefa compartilhada. Obrigado.

    Abraço,

    Fernando

  2. Fernando, você é sempre uma companhia agradável.
    Parabéns pela maravilhosa crônica.

    • Muito obrigado, Carlos Guido. É um prazer tê-lo como leitor.

  3. Recordei a época em que não era prudente ficar perto de malas “ sem dono “ nas garres da Espanha. Lembrei to quase desconhecido Licor 43 que, hoje em dia, virou drink da temporada misturado ao café e gelo…
    Das festas de São Firmin, do calor humano de Barcelona… lembrei.
    Você foi desenhando o mapa e dando tempero como bom cronista que és.
    E, principalmente, ficou nítida a qualidade masculina de proteção! Sorte da Catarina!

    • Oi Maria Teresa,

      Os cartazes estampando a expressão sinistra dos terroristas eram uma constante em várias partes da Europa como Espanha, Reino Unido, França (em menor escala), Itália e Alemanha. No caso da última, estou lendo a biografia de John Le Carré (menos boa do que se comenta) e é interessante o que ele diz sobre os meninos do Baader Meinhof dos anos 1970. No caso que eles eram uma espécie de aberração geracional que refletia os dilemas não resolvidos do Nazismo.

      Fernando

  4. Adorei sua crônica , você escreve muito bem Fernando.Nesses tempos nebulosos que estamos vivendo, uma boa leitura é um refrigério para o nosso espírito.

    • Oi Fátima,

      Para quem vive cercada do belo e tem como preocupação profissional mostrá-lo a quem nos visita, fico contente que minhas histórias – mesmo quando açucaradas – encontrem em você uma leitora benevolente.

      Apareça mais vezes.

      E não deixe de ler os textos de Clemente Rosas nesta “Será?”. Para você que valoriza como poucos o que temos de melhor no Nordeste, o escritor poderá levá-la a desenvolver um olhar especial para sua querida Paraíba.

      Abraço,

      Fernando

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *