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Penso, logo duvido.

O Golpe Militar de 64 – 50 anos depois. História, reflexões e desafios atuais

Confira o debate:

7 Comments

  1. Prezados:
    Vocês estão profundamente equivocados. Havia total segurança e liberdade para ir e vir nos anos que a esquerda chama de “ditadura”. Não víamos vereadores na faixa dos 30 anos de idade, semi-analfabetos e vindos do nada, ficarem ricos em pouco tempo. Não víamos militares ostentando riqueza. Havia respeito à Lei, à ordem, à família e aos valores.
    Hoje morrem 50.000 pessoas assassinadas no Brasil, todos os anos. Menores têm licença para matar. A corrupção sangra o país de alto a baixo. Isso sim é um terror.
    Atenciosamente,
    Pedro de Castro
    Lorena SP

    • Em 1969 não se podia nem falar em cultura, sem que o Dops viesse lhe buscar para interrogatório. Amigos meus foram perseguidos porque faziam teatro! O MEDO dos militares era tão grande que matavam gente inocente para “prevenir” o pior. Tivessem razão, o sr. Castro não estaria reclamando tanto! Porque em 20 anos não melhoraram tudo? Só piorou.

  2. Estou de acordo com o citado pelo Aureo Sampaio. Como exemplo, gostaria de citar um fato caracteristico daquels tempos.Os engenheiros formados pela escola de engenharia de universidade federal de pernambuco, para assumir qualquer emprego tinham quew publicar em jornal de grande circulação no Recife, uma declaração aonde o declarante tinha que dizer que não era xccomunista e sua familia também não, enter outros condicionantes.
    Estacom certeza não era a época citada pelo Pedro em seu comentário.

  3. Independentemente de pequenas discordâncias entre os debatedores e, eventualmente, por parte de quem assistir a esse debate, registro o fato de que tal discussão revelou o rosto pernambucano (Clemente Rosas é da Paraíba, mas penso que pernambucanizou-se) em tratamento de questões desse tipo. O centro televisivo do país, com base no Sudeste, não mostra profissionais que não sejam do eixo RJ – SP e, às vezes, MG. Revisa “Será?” divulga o debate “O golpe militar 50 anos depois – história, reflexões e desafios atuais” com nomes locais de importância na militância da esquerda, nas épocas do golpe de 64 e anos seguintes. Tudo muito bem articulado. Bom ouvir nosso sotaque discutindo, com muita competência e conhecimento de causa, questões que a mídia televisiva com centro no Sudeste só mostra com outros falares.

  4. Caríssima Regina:
    Que alegria encontrar, mesmo tardiamente, o seu comentário ao nosso debate! Pela amável referência à nossa maneira de falar, imagino que seja uma nordestina emigrada,talvez não apenas da região, mas também do país. Acertei?
    Quanto a mim, v. acertou: tenho sólidas raízes paraibanas, mas, como muitos conterrâneos, vivo mo Recife há meio século, embora mantendo estreito contacto com a vida política e intelectual da minha querência. Grande abraço.

  5. Engraçado os senhores citarem alguns despaupérios a respeito do período a que chamam “ditadura militar”. Muito pelo contrário, havia um clima de ordem, respeito e liberdade, que infelizmente não observamos hoje, para os “não bandidos” e “não terroristas”, sim pois isso é o que eram pessoas que assaltavam bancos, roubavam armas, praticavam seqûestros e ainda faziam justiçamento com aqueles que não mais comapartilhavam das mesmas idéias e eram consideradas traidoras. Ao que se diz, a culpa pela demora no estabelecimento das eleições diretas coube exatamente a esses “senhores do mal”, que insistiam em promover “bandalheiras” em busca de um ideal,a meu ver inalcançãvel, que se mostrou falido poucos anos após, e que era “embalado” em verso e prosa à época por alguns artistas que, em minha opinião, apesar de munidos de boa vontade com a causa dos menos assitidos, não conheciam exatamente as conseqüências do que pregavam com as sua “baladas” ou mesmo a quem de fato serviam. Foi durante o regime mmilitar que observei um crescimento acelerado de nossa economia, passando de um mero coadjuvante no mercado internacional a um membro atuante, apesar de ter contraído uma dívida externa bastante acentuada, apesar de necessária para estabelecer uma base de crescimento e desenvolvimento futuro. Infelizmente, durante o regime “pós-golpista” dito “democrático” e, principamnete no atual, não estamos assitindo ao desenvolvimento prometido, que Lula chamou de “Espetáculo do Crescimento” e não temos nenhum investimento efetivo em obras de base, mas, e tão somente, notícias sobre desvios de verbas públicas, obras inacabadas, superfaturamentos, desvalorização de empresas estatais, etc. Mas, será que, afinal de contas, o regime militar foi tão ruim como apregoam, ou a propaganda negativa serve como plataforma de uns poucos “espertos” para garantir pomposos ganhos com a ingenuidade do povo? A bem da verdade, quem gosta de passado é museu, apesar daquela conhecida teoria que “conhecendo o passado reconhecemos nosso erros e planejamos o futuro”, qual entendo ser uma tremenda “balela”, como podemos observar com o estabelecimento de uma “comissão da verdade” que procura levantar os fatos de apenas uma das faces da história em uma atitude evidentemente revanchista contra os militares e que, no fundo não vai levar a absolutamente nada em termos de ganhos para o país. Estamos em um momento eminentemente histórico em que podemos virar uma pagina da história para conseguirmos enxergar um futuro auspicioso de nossa terra, trazendo mais riquesas e desenvolvimento e diminuindo de forma consistente a pobreza em nosso país, sem a necessidade de bolsas “disso” ou “daquilo”, ensinando nosso povo a pescar e não simplesmente fornecendo o peixe. Vamos pensar nisso …

  6. O golpe de 64 foi um capítulo curioso na História do Brasil. Havia uma política anticomunista nos Estados Unidos, devido a Guerra Fria. Eram tempos que os Estados Unidos estavam investindo maciçamente contra os soviéticos, seja em tecnologia espacial, militar e influência econômica e política o redor do mundo.
    A CIA atuava com força na América Latina. Patrocinando ditaduras, grupos de Direita, golpes de estado. Aqui encontraram o ambiente propício para agir. Com grupos entre os militares tentando há tempos aplicar um golpe de estado no Brasil, esses grupos se tornaram aliados inestimáveis para avançar com seus planos.
    Somente a forma como João Goulart pode assumir (parlamentarismo), já mostra como esses setores estiveram atuando desde o início para reduzir o poder do presidente ou manter sua influência acima dos planos dele.
    A CIA passou a patrocinar a mídia para manchar cada vez mais a imagem de Jânio Quadros e João Goulart (também conhecido como Jango).
    Jango acabou não ajudando muito a opinião pública. Suas pretendidas reformas de base iam contra os interesses dos Estados Unidos e da direita brasileira. Havia uma confusão e medo profundo dos “comunistas”, no qual Jango era confundido com esses ideais. E em meio ao medo provocado no povo, os militares puderam aplicar o golpe de 64, instaurar o regime militar e consumar a tomada de poder.

    Abraços

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