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Penso, logo duvido.

O que pensam os candidatos? – Editorial

Editorial

O Discurso vazio.

As pesquisas eleitorais vão indicando uma preferência circunstancial dos brasileiros, mesmo que ninguém saiba o que pensam e o que propõem os candidatos, para tirar o Brasil do atoleiro e promover o desenvolvimento nacional. O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva vai confirmando sua posição de liderança, embora esteja na iminência de ser preso, e Jair Bolsonaro se mantém como o segundo preferido do eleitorado, como mostra a última pesquisa da CNT. Mas qual a proposta dos candidatos? Jair Bolsonaro se apresenta com seus discursos autoritários, chauvinistas e reacionários, que ameaçam a democracia brasileira, mas ninguém sabe o que ele pretende fazer para enfrentar a grave crise fiscal, condição fundamental para a recuperação da capacidade de investimento e a implementação de políticas no Brasil. E, como tem sido demonstrado nesta Revista (em editoriais e artigos dos colaboradores), o reequilíbrio das finanças públicas passa, necessariamente, pela impopular reforma da previdência. Qual a proposta dos candidatos? Lula tem sido radicalmente contra alterações das regras da previdência social, embora tenha feito alguma mudança no seu governo. Pela contundência da sua crítica ao projeto do presidente Michel Temer, e pela posição do seu partido, sequer existe déficit da Previdência no Brasil, e todo o equilíbrio depende da retomada do crescimento da economia. De acordo com o ex-presidente, “em vez de fazer a reforma, faça a economia voltar a crescer, a gerar emprego, aumenta os salários e a receita vai voltar a crescer” (sic). Simples assim: o ex-presidente reinventa a economia e inverte a lógica. Diante do enorme déficit fiscal, ao contrário do corte de gastos, ele propõe o aumento das despesas, esperando que um milagre leve à retomada do crescimento da economia com estabilidade. Talvez por isso ele se tenha comparado a Jesus Cristo. Cabe esperar que algum outro candidato a presidente tenha a responsabilidade pública de incluir a reforma da previdência no seu programa de governo, jogando o tema na pauta do debate eleitoral.

One Comment

  1. Perfeito o Editorial. E que desânimo ver que a elite do funcionalismo público, no Judiciário e em atuação na Universidade, continua a dar de ombros e olha ainda mais para o seu próprio umbigo, a manipular contra a reforma da Previdência os funcionários públicos mais humildes, os “barnabés” do velho Rio capital do Brasil, e a maioria que recebe como aposentadoria o equivalente a um salário mínimo. Para começar, é preciso desvincular as aposentadorias dos movimentos do salário mínimo, pois é só no Brasil que se faz essa confusão entre previdência e política salarial, cujos objetivos são e devem ser diferentes. A reforma é necessária porque sem ela não haverá mais dinheiro para pagar ninguém.

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