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Penso, logo duvido.

Paradoxos da Economia Brasileira

A desigualdade social explícita na ocupação urbana.

A desigualdade social explícita na ocupação urbana.

No dia seguinte ao anúncio do baixíssimo crescimento do PIB-Produto Interno Bruto do Brasil no primeiro trimestre (0,6%), o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,5 pontos percentuais o que, como é sabido, deve contrair mais ainda a economia. Parece um paradoxo. Ocorre que, apesar do medíocre crescimento da economia brasileira o fantasma da inflação ronda o país e já está corroendo o poder de compra da população. Onde está o problema? Na política econômica que aposta no consumo para puxar o crescimento sem que os investimentos acompanhem e aumentem a capacidade de produção do Brasil. O Banco Central está certo no curto prazo, mas é o Governo que está estruturalmente errado nesta política. Segundo paradoxo: a economia patina em torno dos 2,3% ao ano nos últimos quatro anos, mas o desemprego não aumenta. Estranho? Ocorre que a oferta de mão de obra vem crescendo menos que a demanda da economia por trabalhador. A população entre 15 e 19 anos, aquela que começa a entrar no mercado de trabalho, decresceu em torno de 0,5% ao ano, de 2000 a 2010, e continuou caindo nos últimos quatro anos (enquanto a população acima de 60 anos, saindo mercado de trabalho, cresceu 3,5% ao ano). A economia não precisa crescer muito para manter o emprego. Ótimo? Em termos. Mais uma década à frente vai sobrar idoso enquanto diminui a força de trabalho ativa do Brasil, aquela que produz riqueza. Se a produtividade não aumentar na mesma proporção, vamos ficar todos mais pobres.

Conselho Editorial

Um Comentário

  1. A situação de emprego no Brasil parece muito melhor do que na Europa. Antes de nos vangloriarmos desses números não podemos esquecer que o índice do IBGE só considera as regiões metropolitanas do Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Tampouco considera os números do desemprego estrutural e do subemprego que leva um grande contingente de mão de obra sem qualificação a desistir de procurar emprego e por isso não aparece nas estatísticas, mesmo sendo parte da população economicamente ativa (maiores de 18 anos).

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