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Penso, logo duvido.

A finca, a roda e a espada – João Rego

À sombra do frondoso pé de Ficus Benjamim, olhando para a Praça Cel Porto, quatro meninos se esmeram para ter as suas fincas afiadas. Rec, rec, rec…

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A carne seca, a traíra e Sofia Loren. – João Rego

João Rego Mantinha permanentemente pendurados por um cordão, pedaços de carne seca e toicinho. Quando ia cozinhar o feijão, com engenhoso gesto soltava o barbante, que deslizava pelos esfumaçados caibros rústicos do teto da sua cozinha, até chegar com aquela “toiceira” de carne defumada na panela. Após cumprida a missão de liberar seus sabores no feijão daquele dia, puxava liturgicamente o barbante e tudo subia e ficava pendurado, qual uma carcaça de caça, para ser usado em outras oportunidades. Durava semanas. Segundo Jacqueline, minha irmã, este era o segredo de Seu Ireno para que o feijão ficasse delicioso. Ele era um dos moradores da Vazante, figura atípica naquela região, pela delicadeza no falar e que, sozinho — não sei se fora abandonado pela mulher ou se era viúvo— criava seus três filhos: dois rapazes e uma menina. Lembro-me que...

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Seu Elídio. – João Rego

João Rego Meu avô tinha um chapéu de Jim das Selvas. Durante sua vida toda, pelo menos a que eu convivi com ele, trabalhou como Guarda da Febre Amarela. Todos os agentes tinham aquele chapéu e uma farda caqui, que era sua marca registrada. Doença transmitida pelo bisavô do mosquito da dengue, fez um enorme estrago no Brasil. Por isso, havia os agentes do Ministério da Saúde que saiam de casa em casa, principalmente nas áreas rurais, identificando e tratando de erradicar os perigosos mosquitos. No interior do nordeste, todas as casas, no mais remoto sertão, lá no meio do mato mesmo, onde o vento faz a curva, tinham escrito em carvão ou giz, ao lado da porta, bem visível, umas letras e números indicando que a casa havia sido inspecionada. Quando abandonadas, já em escombros e tomadas pelo...

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Rua 13 de Maio, Caruaru – O Circo Dublin – João Rego

O espaço onde aconteciam os espetáculos era um velho curral, por trás da Casa Grande, (Rua 13 de Maio, 90); o camarim, era uma pequena …

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O Recife pelo olhar e pela câmera de Cláudio Assis

Teresa Sales   Cláudio Assis nasceu em Caruaru, PE, em 1955. Nessa cidade iniciou sua carreira como ator e cineclubista. Seu primeiro curta metragem (16 mm), a indicar de que lado ele estava na história, foi Padre Henrique – Um crime político (1987). Outros curtas de 16 mm foram: Soneto do Desmantelado Blue (1993), sobre o poeta pernambucano de curta passagem pela vida e que deixou um legado de belos poemas sobre o Recife, Carlos Pena Filho; Viva o Cinema (1996); e Texas Hotel (1999), mais tarde um dos espaços privilegiados em seu primeiro longa metragem, Amarelo Manga. Com Amarelo Manga (2002) Cláudio Assis despontou na cena cinematográfica brasileira já com grande brilho. No festival de cinema de Brasília, um dos mais prestigiados do país, recebeu 7 prêmios, inclusive de melhor filme. Com esse filme foi premiado também no...

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