Pages Navigation Menu

Penso, logo duvido.

Psicanálise e o controle do Estado – João Rego

Recebi, recentemente, um pedido de uma amiga psicanalista sobre uma dica de livro de política. A razão desta consulta…

Leia Mais

A Política, a religião e o engodo – João Rego

Oito de dezembro, dia da Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Recife. Todos os anos é a mesma correria…

Leia Mais

Viva a Diferença! – João Rego

João Rego Duas notícias recentes me chamaram a atenção esta semana: a primeira, na Rússia, com leis que punem as expressões de afetos homossexuais em público; a segunda, na França, assim como já ocorreu em vários países, discutem no parlamento a união entre pessoas do mesmo sexo, a esquerda é favorável e a direita conservadora contra. Vem-me uma questão inquietante: em que a sexualidade dos seus cidadãos é identificada pelo Estado como ameaça? Por que uma instituição, construída ao longo de séculos de processos civilizatórios fruto de guerras, revoluções, dominações imperialistas, avanços e recuos políticos e sociais se importa com aspectos íntimos da singularidade humana? Duas pistas surgem: haveria um atávico mecanismo de controle do Estado no sentido de forçar a homogeneização da sociedade – quanto menos diversidade existir, de ideias, costumes e hábitos-, mais fácil seria a forma...

Leia Mais

O Sujeito, o Desejo e a Política. – João Rego

João Rego O conceito de sujeito, para a psicanálise, é o do sujeito constituído por uma falta que o funda como ser desejante. Essa é uma operação que ocorre em nossa alma e que tem sua origem no momento em que, como criança, viemos ao mundo. A princípio temos uma relação fusional com a mãe, ou seja, não somos constituídos ainda como sujeito. Nos confundimos e nos nutrimos desta fonte de vida original, que é o corpo da mãe. Com a interferência da figura paterna dá-se a interdição, que nos castra da mãe. A partir daí, seguimos a vida condenados a buscar, de forma incessante e sem êxito, o preenchimento desta falta. É movido por esta falta que nos constituímos como sujeito, sentimos os limites do nosso corpo, criamos, amamos, e sofremos. Sem ela cessaria o desejo, o que...

Leia Mais