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Penso, logo duvido.

“Cherchez la femme” – Fernando Dourado

Quem se lembra do que disse o célebre informante “Deep Throat” aos jornalistas que investigavam o caso Watergate, na versão do filme “Todos os homens do Presidente?” “Follow the money”, ou seja, que seguissem as pegadas do dinheiro.

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Aconteceu em Nob Hill – Fernando Dourado

Naqueles dias, quando os anos 1980 estavam a poucos meses do fim, San Francisco ainda era cheia de casarões vitorianos de sacada florida onde se alugavam cômodos amplos para temporadas curtas.

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Dasvidania, Rossiya – Fernando Dourado

Tendo ido dormir tarde – ou demasiado cedo, a depender da ótica -, acordei com enorme dor de cabeça, uma sede bíblica e uma ansiedade enorme por conta dos três ou quatro e-mails inconvenientes que tinha mandado ao voltar do jantar…

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Um outono em Moscou – Fernando Dourado

Por precaução, comprei mais um analgésico letal caso aquele dente volte estranhamente a incomodar. Por que digo estranhamente? Ora, porque não há qualquer vestígio de inchaço ou de inflamação na área.

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From Russia with love – Fernando Dourado

Cheguei a Frankfurt depois de um breve cochilo e um almoço decente. Fui direto para o terminal B, de onde saem os voos para a Europa do Leste e, lá chegando, vi diminuírem as chances de encontrar a tal roupa de frio de que precisava.

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Anotações de uma viagem solitária de Leste a Oeste da Polônia – Fernando Dourado

Se você está na terra de Ludwik Zamenhof, o linguista que tentou desfazer o nó da Torre de Babel e criou o Esperanto – a sonhada língua universal -, nada mais esperável que se sinta tentado a almoçar no café do mesmo nome…

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A Polônia onde até a paisagem fala iídiche – Fernando Dourado

Márcia Diamond me perguntou ao telefone que cara tem a cidade de Lublin. Normalmente desinteressada por tudo o mais que não seja o universo lúdico de seus cães de estimação, por uma vez me surpreendi com a curiosidade dela por essas bandas do mundo.

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Um mojito com o embaixador – Fernando Dourado

Será que José Dirceu de Oliveira e Silva voltaria um dia a atravessar de carro o vale do Ribeira, aquela região feiosa do estado de São Paulo, logo depois da divisa do Paraná? Não, era quase certo que nunca mais faria o trajeto.

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O dia de canalha de Yves Farias – Fernando Dourado

Todo homem de meia idade tem um cartel de feitos e derrotas de que pode se orgulhar ou se penitenciar. Isso vai da severidade com que o examine. Dito rigor não é imune a flutuações que podem variar de acordo com a mecânica…

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As vidas paralelas de Tibério Bontempo – Fernando Dourado

Tibério Bontempo, 43 anos, caminhou lentamente até o meio do parque e, apesar de ter trilhado um longo declive, chegou resfolegante ao banquinho onde costumava sentar para apreciar o panorama.

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“Dernier virage” – Fernando Dourado

No jargão interno da Air France, quando o avião se aproxima do terminal para o encaixe da porta no finger, uma voz encorpada emana da cabine de comando e anuncia um enigmático: dernier virage.

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A fábrica – Fernando Dourado

Até os 15 anos de idade, José Umbelino Gomes Farinha amaldiçoava o pai todo dia por lhe ter dado um nome de batismo tão ridículo quanto ingrato. Ora, por muito que se esforçasse em ser identificado simplesmente como José, certo é que o Umbelino tinha uma força gravitacional forte.

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O fim do passado – Fernando Dourado

De olho na televisão, Harold se divertiu com o depoimento do salva-vidas. Tanto achou interessante o que o rapaz disse, que chegou a enxugar uma lágrima de emoção. “Se você sentir que a corrente o está puxando, não tente nadar em direção à areia.

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Fim de inverno na Bósnia-Herzegovina – Fernando Dourado

Rino Cosentino chegou tão eufórico a Sarajevo que não se apercebeu que o hotel Grand ficava a pequena distância da estação rodoviária. A viagem tinha durado quase dezoito horas, mas valera cada…

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Uma história de amor e saudades – Fernando Dourado

Quando cheguei à família, nos tornamos três. Eu, portanto, e mais dois veteranos. Confesso que me senti tão bem acolhido por aqueles pares de olhos brilhantes de adultos e crianças que nem me incomodei com o cão grandalhão, de passadas enormes, que durante os primeiros meses alcançava a…

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O dia em que a Terra saiu do eixo – Fernando Dourado

O ano estava perto do fim. Atravessamos de carro o interior da Polônia rumo à Cracóvia. Por sorte, a rodovia estava seca, o que nos permitiu manter boa velocidade e chegar ao destino no começo da noite.

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A Turma da Van – Fernando Dourado

O velho desembargador primeiro apostou que o filho adotivo pudesse entrar numa dessas faculdades de Direito que se contam às dezenas e, aos trancos e barrancos, arrancar uma graduação.

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A visita de Doroteia ao filho Nestor – Fernando Dourado

Não podia ter sido maior o susto de Doroteia ao deparar o detalhe da cena, mal o filho abriu a porta para recebê-la, munido daquele olhar esgazeado que lhe era próprio, onde as retinas mal dissimulavam o enfado de tê-la em seus domínios.

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Eu, Martina Lawrence – Fernando Dourado

Se há uma pequena catástrofe que pode se abater sobre a vida de uma mulher assumidamente perfeccionista, é a de constatar que, depois de ter condensado em dez horas de trabalho o essencial de sua vida de crítica de gastronomia e esposa…

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Uma noite nos Bálcãs – Fernando Dourado

Os ponteiros brancos do velho Swatch vermelho ainda assinalavam seis horas da tarde quando Rino teve que encerrar as anotações que tanto se comprazia em fazer, beber o último gole de chá com mel e…

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Brasília, capital Potemkin – Fernando Dourado

Quando o jovem Mauro Carneiro chegou a Brasília, tudo pressagiou um mau começo. O avião da Vasp escapou como pôde das tesouras de vento da cabeceira e o piloto fez o mais brutal dos pousos como…

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A Baronesa de Knokke-Le-Zoute – Fernando Dourado

Mal chegou a Londres, Catherine ligou o telefone. O avião ainda deslizava na pista quando, ao deparar a tela iluminada, ela comprovou que acontecera o pior. Efetivamente, e por fatalidade, era bem possível…

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Vinhetas de Paris no outono – Fernando Dourado

A caminho de Paris, ainda adolescente, driblei a morte pela primeira vez. Isso porque, recebida a luz verde de meu pai para comprar a passagem que me traria à Cidade-Luz, aos quinze anos, algo aconteceu.

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A revista Será? como divisor de águas – Fernando Dourado

O mundo contemporâneo é cheio de estímulos. Que ninguém se iluda, já não somos donos da moldura em que se esvai o tempo nosso de cada dia. No mais das vezes, o caráter líquido da vida nos empurra de…

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Carta do engenheiro Couceiro à psicanalista Telma Rosas – Fernando Dourado

Talvez por nunca ter me dirigido a você por escrito (salvo nos cheques nominais de nossos começos), eis que me saiu esse ´doutora` tão anódino – um preciosismo que você saberá relevar, se é que atribuirá a tal…

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Sozinho no Cabo da Boa Esperança  – Fernando Dourado

Dia desses tirei da gaveta um velho caderno que comprei na Escandinávia e, percebendo que as folhas permaneciam virgens, decidi que o traria comigo à África do Sul, em viagem que se iniciou dias atrás em…

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Almanac de Catalunya – Fernando Dourado

No Peru, um policial que recebeu propina de um motociclista, engoliu a cédula quando percebeu que os agentes anticorrupção o vigiavam. Um deles lhe aplicou uma vigorosa chave no pescoço para que…

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Suzana, um amor proibido – Fernando Dourado

Semana passada, eu, Oki Sato, completei 76 anos e saí de casa à hora de sempre. Vestindo meu melhor terno de verão, de muito boa casimira inglesa, cortado sob medida por um alfaiate de Ginza para um…

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Viagem sentimental a Portugal – Fernando Dourado

Para ser sincero, acho que já estou bem. Se, semana passada, ainda me afligiam as farras recifenses – cidade que nos transforma em esponjas bípedes e sedentas -, a verdade é que cheguei a Portugal em busca de paz e, efetivamente, logo achei-a.

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Cabeça na lua entre Bucareste e Sofia – Fernando Dourado

Se você é uma dessas pessoas que têm um mínimo de aversão à incerteza, por certo encontrará dificuldade ao encarar algumas circunstâncias com que deparamos na vida. Dou um exemplo prosaico…

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