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Penso, logo duvido.

A aposta de Florisvaldo Manga – Fernando Dourado

Fizesse chuva ou sol, estivesse o médico no Rio de Janeiro ou fora da cidade, Neco Borborema, um paraibano com alma mineira, tinha autorização de Dr. Florisvaldo Manga para jogar por ele na Mega-Sena sempre que o valor do prêmio anunciado ultrapassasse os R$ 20 milhões.

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Once upon a time in Paris – Fernando Dourado

Tudo começou com um passeio ao cemitério de Montparnasse, um local aprazível para celebrar os primeiros dias de primavera. Logo à entrada principal, poucos passos à direita, estão lado a lado os túmulos de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

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Sobre aves piciformes de bico grande e oco – Fernando Dourado

É bem provável que no dia em que se inventariarem os descaminhos do PSDB como partido político brasileiro de referência, no trigésimo aniversário de sua fundação, o historiador do futuro aponte o dia 12 de março de 2018 como um enorme e quase despercebido divisor de águas.

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A voz dos bons e maus perdedores – Fernando Dourado

“Meu nome é M. Rao e sou comerciante de pedras preciosas aqui em Jeddah desde os anos 1990, quando interrompi meus estudos para vir tomar conta do comércio da família depois da morte de nosso pai. Com duas irmãs para casar, e sabendo que o maior desejo dele …

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Do “Princesa Leopoldina” para a Marcha dos 100 mil – Fernando Dourado

Acho que foi por volta de abril que começamos a ventilar em família a possibilidade de tomarmos um navio no meio do ano de 1968 para visitar o Rio de Janeiro.

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Penta na Ásia: euforia na madrugada – Fernando Dourado

Depois de “Fim de festa no estádio do Sarrià” e de “É tetra, é tetra, é tetra…”,ambos publicados nesta “Será?” nas últimas semanas, hoje vem o último bloco. Este cobrirá os anos de 2002, 2006, 2010 e 2014, quando a Copa do Mundo foi realizada no Brasil.

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“É tetra, é tetra, é tetra…” – Fernando Dourado

No artigo passado, procedi a um longo resgate das reminiscências gravadas na memória dos anos de 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978 e, finalmente, 1982, quando sucumbimos a três gols pelos pés do italiano Paolo Rossi, o que levou a que o futebol elevado à arte cênica jamais voltasse a ser o mesmo.

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Fim de festa no estádio do Sarrià – Fernando Dourado

Nasci em 1958 e tinha três meses de vida quando arrebatamos a primeira Copa do Mundo. Bem entendido, não tenho nenhuma lembrança desse ano da graça, o que nunca me impediu de estufar o peito e de louvar a coincidência dos fatos.

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Euskadi – Fernando Dourado

Não sei se você, caro leitor, é afeito às miudezas da pequena crônica da vida. Se este não for o caso, recomendo que aqui mesmo interrompa a leitura e vá dedicar os minutos que gastaria com este escriba, percorrendo textos sisudos sobre a relação entre a alta dos combustíveis e a falta de legitimidade do governo.

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O paciente de Dr. Simões – Fernando Dourado

Vivi tempos em que chegava à Mercearia São Pedro ainda no meio da tarde. Pedia a França – garçom comandante da casa – uma cerveja Original, lia os jornais que trazia e, lá pelas cinco horas, subia ao consultório do Dr. Simões para uma sessão de terapia…

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As casas de minha tia – Fernando Dourado

Essas reflexões são dedicadas a tio Ivan, um intrépido Quixote a seu modo. Se ao cavaleiro errante da Mancha, coube fabular um amor imaginário por Dulcinea del Toboso, a ele tocou viver um amor de verdade com minha tia Dulce. 

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Shemá Israel – Fernando Dourado

“Será que eu poderia viver em outro país? Provavelmente sim, mesmo porque os judeus estão acostumados a morar na casa alheia, se é que podemos dizer assim. Trata-se de uma capacidade de adaptação incomum na maioria dos povos ocidentais…

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As derradeiras reflexões de Dionísio Wiener – Fernando Dourado

Quando percebeu que urgia tomar uma providência, e tão logo começou a fazer a ronda de especialistas e hospitais, expondo-se de mau grado à sisudez e à impontualidade dos médicos, Dionísio se deu conta de que todos os prazos estavam…

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Caicó, Seridó – Fernando Dourado

Durante muitos anos, pareceu-me fora de propósito e de proporção que uma simples viagem de carro com meu pai pudesse render tantas reminiscências ao longo de uma vida fértil em tantas outras viagens como foi a minha.

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Brava gente del Mezzogiorno – Fernando Dourado

Se você já foi a Nápoles, e de lá se animou a pegar um trem, ou mesmo um carro, e se desceu ao longo da costa em direção ao bico da bota da Península, lá onde fica Reggio Calabria, diante da Sicília, algumas coisas lhe terão chamado a atenção no lindo trajeto.

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No final, tudo é medo – Fernando Dourado

Até poucos anos atrás, ao despertar, eu elevava os pés o mais alto que podia e, de um salto só, colocava-os no chão com firmeza tal que eles seguravam este corpanzil sem lugar a sustos.

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Prospect Park – Fernando Dourado

Tantos anos passados, acredito que jamais voltaria a pensar em Malka Geld, não tivesse o acaso feito com que fosse fuçar os arquivos à procura de uma resenha do escritor Laub – hoje rabino, residente em Safed, nos contrafortes da Alta Galileia…

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Missão em Neudorf, Alsácia – Fernando Dourado

Ir até Estrasburgo e visitar o que ele chamava de seu retiro, nem tinha me passado pela cabeça seriamente. Foi minha mulher que se saiu com a ideia durante uma viagem a Paris, cidade que nos remeterá sempre a ele.

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Compêndio de clichês paulistanos comentados – Fernando Dourado

Pedir desculpas pela objetividade, e muitas vezes pela contundência, é o que manda a boa norma. Mas a marca identitária paulistana aflora quando o sujeito alega que a rudeza de modos advém do fato de que trabalhou no mercado financeiro, onde tudo é “pão pão, queijo queijo”.

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O espírito de Paris – Fernando Dourado

Muitas vezes deploramos a impossibilidade de reviver sensações de encantamento, e muito menos de não mais poder reatar com o frescor das emoções então avivadas, quando vielas ainda eram fadadas a virar avenidas.

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Anotações de uma viagem à Lapônia – Fernando Dourado

Hoje tive oportunidade de observá-lo com mais vagar. Há três anos, ainda era um homem rijo e atento. Se me visse então a dissecá-lo com esse interesse quase científico, é certo que teria se dado conta e reagido de imediato. Havia muitas formas de fazê-lo.

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Felipe d´Avila e a força-tarefa – Fernando Dourado

Dois meses atrás, cheguei a uma casa simpática e acolhedora, aqui em São Paulo. Da rua, quase não vem barulho, salvo pelos estampidos deflagrados por um ou outro motoqueiro apressado.

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Minha carta para Papai Noel – Fernando Dourado

Chega essa época do ano e vejo um monte de marmanjo fazendo graça, publicando cartinhas em tom debiloide nas redes sociais. Uns pedem de presente a reforma da Previdência, outros a Mega Sena da virada. As pessoas então comentam o quanto é fofo um sujeito de 60 anos ou mais…

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Dias buliçosos – Fernando Dourado

Tempo desses intitulei de Dias Luminosos, as reminiscências publicadas aqui, alusivas ao período compreendido entre dezembro de 1975 e abril do ano seguinte, quando chegou a primavera à Baviera. Na sequência, em Dias ruidosos, alonguei-me em outras tantas sobre o intervalo que principiou com minha chegada à cidade de Radolfzell…

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Dias ruidosos – Fernando Dourado

Quando cheguei a Radolfzell, era abril e a primavera tinha me antecedido em alguns dias. O Bodensee – o lago de Constança – começava a se preparar para a grande festa do verão, muito embora ainda estivéssemos a mais de 60 dias de calendário do início oficial.

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Dias luminosos – Fernando Dourado

Nem bem voltei da Europa em 1973, já estava determinado a regressar logo que pudesse ao Velho Mundo. Para isso, é claro, precisava cumprir mais uma ou duas etapas da trajetória escolar. Eu adorara a França e a Inglaterra.

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Fragmentos de cinco vidas – Fernando Dourado

Hoje nossa rigorosa mestra propôs um exercício que, para ser sincero, a todos nós soou tão pueril que resolvi, de minha parte, levá-lo a sério. Por parecer excessivamente ginasiano, deduzi que devia me esforçar para acessar uma sutileza qualquer que me escapava.

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O dia em que perdi o Nobel de Literatura – Fernando Dourado

Fazia já pelo menos uma semana que eu não dormia direito. Quando escurecia lá fora, escurecia aqui dentro, e eu sentia uma angústia que me subia pelo pescoço e, com ela, vinha uma vontade incontida de chorar.

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Pernambuco para proficientes – Fernando Dourado

Francamente, se você chegou até aqui, é pernambucano, e ainda não endereçou a este articulista os apupos merecidos, é porque há de ter discernido algum mérito nas crônicas anteriores aqui publicadas…

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Pernambuco para experientes – Fernando Dourado

Se você se habilitou a ler esse texto de bate-pronto, ignorando que ele foi precedido aqui mesmo em “Será?” por um roteiro de aquecimento denominado “Pernambuco para principiantes”, assumo que esteja minimamente familiarizado com as vicissitudes mais gritantes do “Leão do Norte”.

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