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Penso, logo duvido.

Dias buliçosos – Fernando Dourado

Tempo desses intitulei de Dias Luminosos, as reminiscências publicadas aqui, alusivas ao período compreendido entre dezembro de 1975 e abril do ano seguinte, quando chegou a primavera à Baviera. Na sequência, em Dias ruidosos, alonguei-me em outras tantas sobre o intervalo que principiou com minha chegada à cidade de Radolfzell…

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Dias ruidosos – Fernando Dourado

Quando cheguei a Radolfzell, era abril e a primavera tinha me antecedido em alguns dias. O Bodensee – o lago de Constança – começava a se preparar para a grande festa do verão, muito embora ainda estivéssemos a mais de 60 dias de calendário do início oficial.

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Dias luminosos – Fernando Dourado

Nem bem voltei da Europa em 1973, já estava determinado a regressar logo que pudesse ao Velho Mundo. Para isso, é claro, precisava cumprir mais uma ou duas etapas da trajetória escolar. Eu adorara a França e a Inglaterra.

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Fragmentos de cinco vidas – Fernando Dourado

Hoje nossa rigorosa mestra propôs um exercício que, para ser sincero, a todos nós soou tão pueril que resolvi, de minha parte, levá-lo a sério. Por parecer excessivamente ginasiano, deduzi que devia me esforçar para acessar uma sutileza qualquer que me escapava.

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O dia em que perdi o Nobel de Literatura – Fernando Dourado

Fazia já pelo menos uma semana que eu não dormia direito. Quando escurecia lá fora, escurecia aqui dentro, e eu sentia uma angústia que me subia pelo pescoço e, com ela, vinha uma vontade incontida de chorar.

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Pernambuco para proficientes – Fernando Dourado

Francamente, se você chegou até aqui, é pernambucano, e ainda não endereçou a este articulista os apupos merecidos, é porque há de ter discernido algum mérito nas crônicas anteriores aqui publicadas…

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Pernambuco para experientes – Fernando Dourado

Se você se habilitou a ler esse texto de bate-pronto, ignorando que ele foi precedido aqui mesmo em “Será?” por um roteiro de aquecimento denominado “Pernambuco para principiantes”, assumo que esteja minimamente familiarizado com as vicissitudes mais gritantes do “Leão do Norte”.

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Pernambuco para principiantes – Fernando Dourado

Pela janela, vejo o mar. Lá longe, onde a vista não alcançaria, ao cabo de uma linha reta imaginária que começa na varanda e que recorta a água por pouco mais de 5000 km, fica Luanda, a outrora bucólica capital angolana, hoje Meca da cleptocracia.

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“Cherchez la femme” – Fernando Dourado

Quem se lembra do que disse o célebre informante “Deep Throat” aos jornalistas que investigavam o caso Watergate, na versão do filme “Todos os homens do Presidente?” “Follow the money”, ou seja, que seguissem as pegadas do dinheiro.

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Aconteceu em Nob Hill – Fernando Dourado

Naqueles dias, quando os anos 1980 estavam a poucos meses do fim, San Francisco ainda era cheia de casarões vitorianos de sacada florida onde se alugavam cômodos amplos para temporadas curtas.

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Dasvidania, Rossiya – Fernando Dourado

Tendo ido dormir tarde – ou demasiado cedo, a depender da ótica -, acordei com enorme dor de cabeça, uma sede bíblica e uma ansiedade enorme por conta dos três ou quatro e-mails inconvenientes que tinha mandado ao voltar do jantar…

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Um outono em Moscou – Fernando Dourado

Por precaução, comprei mais um analgésico letal caso aquele dente volte estranhamente a incomodar. Por que digo estranhamente? Ora, porque não há qualquer vestígio de inchaço ou de inflamação na área.

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From Russia with love – Fernando Dourado

Cheguei a Frankfurt depois de um breve cochilo e um almoço decente. Fui direto para o terminal B, de onde saem os voos para a Europa do Leste e, lá chegando, vi diminuírem as chances de encontrar a tal roupa de frio de que precisava.

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Anotações de uma viagem solitária de Leste a Oeste da Polônia – Fernando Dourado

Se você está na terra de Ludwik Zamenhof, o linguista que tentou desfazer o nó da Torre de Babel e criou o Esperanto – a sonhada língua universal -, nada mais esperável que se sinta tentado a almoçar no café do mesmo nome…

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A Polônia onde até a paisagem fala iídiche – Fernando Dourado

Márcia Diamond me perguntou ao telefone que cara tem a cidade de Lublin. Normalmente desinteressada por tudo o mais que não seja o universo lúdico de seus cães de estimação, por uma vez me surpreendi com a curiosidade dela por essas bandas do mundo.

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Um mojito com o embaixador – Fernando Dourado

Será que José Dirceu de Oliveira e Silva voltaria um dia a atravessar de carro o vale do Ribeira, aquela região feiosa do estado de São Paulo, logo depois da divisa do Paraná? Não, era quase certo que nunca mais faria o trajeto.

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O dia de canalha de Yves Farias – Fernando Dourado

Todo homem de meia idade tem um cartel de feitos e derrotas de que pode se orgulhar ou se penitenciar. Isso vai da severidade com que o examine. Dito rigor não é imune a flutuações que podem variar de acordo com a mecânica…

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As vidas paralelas de Tibério Bontempo – Fernando Dourado

Tibério Bontempo, 43 anos, caminhou lentamente até o meio do parque e, apesar de ter trilhado um longo declive, chegou resfolegante ao banquinho onde costumava sentar para apreciar o panorama.

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“Dernier virage” – Fernando Dourado

No jargão interno da Air France, quando o avião se aproxima do terminal para o encaixe da porta no finger, uma voz encorpada emana da cabine de comando e anuncia um enigmático: dernier virage.

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A fábrica – Fernando Dourado

Até os 15 anos de idade, José Umbelino Gomes Farinha amaldiçoava o pai todo dia por lhe ter dado um nome de batismo tão ridículo quanto ingrato. Ora, por muito que se esforçasse em ser identificado simplesmente como José, certo é que o Umbelino tinha uma força gravitacional forte.

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O fim do passado – Fernando Dourado

De olho na televisão, Harold se divertiu com o depoimento do salva-vidas. Tanto achou interessante o que o rapaz disse, que chegou a enxugar uma lágrima de emoção. “Se você sentir que a corrente o está puxando, não tente nadar em direção à areia.

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Fim de inverno na Bósnia-Herzegovina – Fernando Dourado

Rino Cosentino chegou tão eufórico a Sarajevo que não se apercebeu que o hotel Grand ficava a pequena distância da estação rodoviária. A viagem tinha durado quase dezoito horas, mas valera cada…

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Uma história de amor e saudades – Fernando Dourado

Quando cheguei à família, nos tornamos três. Eu, portanto, e mais dois veteranos. Confesso que me senti tão bem acolhido por aqueles pares de olhos brilhantes de adultos e crianças que nem me incomodei com o cão grandalhão, de passadas enormes, que durante os primeiros meses alcançava a…

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O dia em que a Terra saiu do eixo – Fernando Dourado

O ano estava perto do fim. Atravessamos de carro o interior da Polônia rumo à Cracóvia. Por sorte, a rodovia estava seca, o que nos permitiu manter boa velocidade e chegar ao destino no começo da noite.

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A Turma da Van – Fernando Dourado

O velho desembargador primeiro apostou que o filho adotivo pudesse entrar numa dessas faculdades de Direito que se contam às dezenas e, aos trancos e barrancos, arrancar uma graduação.

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A visita de Doroteia ao filho Nestor – Fernando Dourado

Não podia ter sido maior o susto de Doroteia ao deparar o detalhe da cena, mal o filho abriu a porta para recebê-la, munido daquele olhar esgazeado que lhe era próprio, onde as retinas mal dissimulavam o enfado de tê-la em seus domínios.

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Eu, Martina Lawrence – Fernando Dourado

Se há uma pequena catástrofe que pode se abater sobre a vida de uma mulher assumidamente perfeccionista, é a de constatar que, depois de ter condensado em dez horas de trabalho o essencial de sua vida de crítica de gastronomia e esposa…

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Uma noite nos Bálcãs – Fernando Dourado

Os ponteiros brancos do velho Swatch vermelho ainda assinalavam seis horas da tarde quando Rino teve que encerrar as anotações que tanto se comprazia em fazer, beber o último gole de chá com mel e…

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Brasília, capital Potemkin – Fernando Dourado

Quando o jovem Mauro Carneiro chegou a Brasília, tudo pressagiou um mau começo. O avião da Vasp escapou como pôde das tesouras de vento da cabeceira e o piloto fez o mais brutal dos pousos como…

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A Baronesa de Knokke-Le-Zoute – Fernando Dourado

Mal chegou a Londres, Catherine ligou o telefone. O avião ainda deslizava na pista quando, ao deparar a tela iluminada, ela comprovou que acontecera o pior. Efetivamente, e por fatalidade, era bem possível…

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