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Penso, logo duvido.

Psicanálise: ciência ou mito? – João Rego

Nada nos salva da morte. Enquanto vivemos, sem que nossa consciência tenha acesso a este inevitável destino, somos impelidos a…

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Sobre perdas e restos humanos – João Rego

Somos constituídos por desejos. Essa é a nossa essência. Se o desejo só é possível como falta, então podemos inferir que somos sujeito em busca desesperada e incessante de algo que supra esta falta.

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Psicanálise e o controle do Estado – João Rego

Recebi, recentemente, um pedido de uma amiga psicanalista sobre uma dica de livro de política. A razão desta consulta…

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A política e a psicanálise – Fernando da Mota Lima

Comento tardiamente o artigo de João Rego: O político, o homem e a razão cética. João Rego tem com freqüência citado Freud, notadamente O mal-estar na civilização…

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Hamlet, psicanálise e a tentativa de captura do sujeito pela ciência – João Rego

É muito comum aparecer em revistas (especializadas ou não) entrevistas com neurocientistas e outras espécimes nos comunicando um novo…

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Drácula de Bram Stoker: Uma interpretação sobre o desejo e a falta do sujeito – João Rego

A interpretação que trago aqui sobre a obra Drácula, de Bram Stoker, de maio de 1897, é baseada na abordagem…

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O Estado, a pulsão o sujeito.- João Rego

Reflexões sobre alguns conceitos utilizados em meu artigo Viva a Diferença! João Rego   A visão despersonalizada do Estado (lembro que o Estado é sempre constituído de pessoas) identificando-o como uma “expressão do sentimento dominante na sociedade” dá a impressão de que nada mais resta a fazer, uma vez que esta visão ampla e generosa coloca o Estado como uma instância superior e fruto impune de uma “expressão dominante”. Imagino um judeu em Auschwitz prestes a ir para o forno crematório pensando nessa expressão do sentimento dominante na sociedade. É claro que a Solução Final foi uma estratégia secreta de guerra e de extrema crueldade nazista, e Hitler, mesmo tendo sido eleito (expressão da maioria), com essa política certamente não estava correspondendo à vontade da maioria. Mas era o Estado que estava lá, com sua logística macabra, com metas,...

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Viva a Diferença! – João Rego

João Rego Duas notícias recentes me chamaram a atenção esta semana: a primeira, na Rússia, com leis que punem as expressões de afetos homossexuais em público; a segunda, na França, assim como já ocorreu em vários países, discutem no parlamento a união entre pessoas do mesmo sexo, a esquerda é favorável e a direita conservadora contra. Vem-me uma questão inquietante: em que a sexualidade dos seus cidadãos é identificada pelo Estado como ameaça? Por que uma instituição, construída ao longo de séculos de processos civilizatórios fruto de guerras, revoluções, dominações imperialistas, avanços e recuos políticos e sociais se importa com aspectos íntimos da singularidade humana? Duas pistas surgem: haveria um atávico mecanismo de controle do Estado no sentido de forçar a homogeneização da sociedade – quanto menos diversidade existir, de ideias, costumes e hábitos-, mais fácil seria a forma...

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Muito além dos moinhos. – João Rego

Resposta às críticas do meu artigo “O Socialismo e a Síndrome de Salieri” João Rego     “Dom Quixote – A aventura nos vai guiando melhor as coisas do que pudéramos desejar; ali estão, amigo Sancho Pança, trinta desaforados gigantes, ou pouco mais, a quem penso combater e tira-lhes, a todos, as vidas, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; será boa guerra, pois é grande serviço prestado a Deus o de extirpar tão má semente da Face da Terra. Sancho Pança – Que gigantes?” Este trecho da grande obra de Cervantes relata o delírio do nosso mais célebre herói da literatura, Dom Quixote. Após passar grande parte de sua vida lendo obsessivamente apenas os livros de história de Cavaleiros andantes, sai pelo mundo afora com uma missão nobre de lutar contra o mal, onde este se apresentasse. O...

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O homem entre a barbárie e a cultura.

João Rego Reflexões sobre Leviatã (Hobbes) e o Mal-estar na Civilização(Freud) Enquanto, em Hobbes, a questão da barbárie, ou das paixões naturais que imperam sobre a vontade humana no estado de natureza, deve ser domada em sua totalidade através do Estado, este com as suas funções absolutizadas, exercendo forte e amplamente o seu domínio sobre a condição humana, em Freud, a civilização, apesar de apresentar evidentes melhoras em relação ao estado de natureza, não é vista como vitoriosa, ou como uma solução completa e acabada. Contrário ao ponto de vista estático e determinista com que Hobbes imagina o seu modelo de Estado como solução para a humanidade, Freud apresenta uma visão dialética (Eros x Tanatos) e dinâmica, sem nenhuma certeza se haverá algum dia uma civilização capaz de resolver os conflitos estruturais entre o ser humano, com as suas...

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Cultura, Pulsão e psicanálise. – João Rego

João Rego Creio que o retorno aos textos freudianos, que foram objeto de meus ensinamentos nos últimos dois anos, deu-me a certeza cada vez maior de que não há apreensão mais ampla da realidade humana do que aquela que é feita pela experiência freudiana.(LACAN, Jacques in Le symbolique, l’imaginaire et le réel – Bulletin de l’Association freudienne, No. 1, nov, 1982) Esta ‘experiência freudiana ’a qual o texto de Lacan se refere, define a dimensão da psicanálise em um contexto que situa o homem e seus desejos de forma antagônica a civilização. Esta última tem a função de interditar, através da lei, grande parte da realização destes desejos. Em Totem e Tabu e no Mal Estar da Civilização, que definimos como as principais obras do pensamento social de Freud, este situa o homem fundado em um impasse insolúvel: o...

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