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Penso, logo duvido.

A finca, a roda e a espada – João Rego

À sombra do frondoso pé de Ficus Benjamim, olhando para a Praça Cel Porto, quatro meninos se esmeram para ter as suas fincas afiadas. Rec, rec, rec…

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A carne seca, a traíra e Sofia Loren. – João Rego

João Rego Mantinha permanentemente pendurados por um cordão, pedaços de carne seca e toicinho. Quando ia cozinhar o feijão, com engenhoso gesto soltava o barbante, que deslizava pelos esfumaçados caibros rústicos do teto da sua cozinha, até chegar com aquela “toiceira” de carne defumada na panela. Após cumprida a missão de liberar seus sabores no feijão daquele dia, puxava liturgicamente o barbante e tudo subia e ficava pendurado, qual uma carcaça de caça, para ser usado em outras oportunidades. Durava semanas. Segundo Jacqueline, minha irmã, este era o segredo de Seu Ireno para que o feijão ficasse delicioso. Ele era um dos moradores da Vazante, figura atípica naquela região, pela delicadeza no falar e que, sozinho — não sei se fora abandonado pela mulher ou se era viúvo— criava seus três filhos: dois rapazes e uma menina. Lembro-me que...

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Rua 13 de Maio, Caruaru – O Circo Dublin – João Rego

O espaço onde aconteciam os espetáculos era um velho curral, por trás da Casa Grande, (Rua 13 de Maio, 90); o camarim, era uma pequena …

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