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Penso, logo duvido.

A Camille Claudel de Ceronha Pontes – João Rego

Uma luz abre suavemente o cenário. Deitada sobre um monte de barro vermelho começa a surgir a silhueta sensual de um corpo de mulher.

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Novo velho Recife

O projeto “Novo Recife” que prevê a implantação de um complexo residencial, empresarial e hoteleiro no cais José Estelita, no Recife, tem gerado uma grande controvérsia entre urbanistas, liderados pelo Grupo Direitos Urbanos, e as empresas líderes do empreendimento. Mesmo com as alterações introduzidas no projeto depois de exigências da Prefeitura, o movimento urbanista continua rejeitando em bloco projeto argumentando que estará criando um “cinturão de torres, do Iate Clube aos fundos da Polícia Rodoviária Federal, na Avenida Antônio de Góes, uma cerca de alta renda apropriando-se da paisagem, desequilibrando-a sem qualquer sintonia e harmonia com as demais construções e usos que se poderiam fomentar na região, um autêntico arras tão dos ricos sobre os mais pobres, situação nada compatível com os princípios de transparência, participação popular, planejamento e desenvolvimento urbano previstos no Estatuto da Cidade, na Lei Orgânica...

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Recife Era Uma Festa

A partir de meados dos anos 1970, muita gente com quem convivia caiu numa grande festa nas noites de Recife. Vínhamos todos, ou quase, da esquerda política que era a tônica nos círculos da classe média universitária.

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O Recife é uma paisagem escondida em mim

Cláudio Marinho   Se quero me conhecer, tenho que explorar o Recife. Em cada pedaço de chão, no raio de sol que brilha do mar, no movimento das baronesas-de-cheia do Capibaribe. Margens da minha vida, contornos, meandros. Espreito os vestígios do invasor holandês. Não encontro. Marcas na paisagem só as pinturas que percorro com os olhos para identificar os lugares por onde andei. Imagens distorcidas pela memória dos cortesãos retornados de Nassau, distantes e saudosos da exuberância tropical. Aparecem as primeiras fotografias. O Recife é panorama fértil para o olho aflito do fotógrafo. Quer congelar o que vê. O rio, o casario, os homens estáticos diante do objeto estranho que explode em cinzas de captar a luz. Cartões postais que andam o mundo e retornam à origem pelas mãos herdeiras e insensíveis à caligrafia familiar que os leiloam e...

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Noites Recifenses

Teresa Sales   20 de dezembro de 2012. 9 horas da noite. Tenho comida pronta na geladeira, mas quero ver gente, andar pela rua, jantar fora de casa. “Ô moça”, diz meu superego, “Estamos no Recife, cidade violenta. Te liga: vai sozinha, e ainda com essa roupa?” Shortinho/camiseta/sandália, tudo de boa qualidade, é certo. Fosse mocinha e estivesse usando salto alto, em vez da rasteirinha, uma garota de programa. Na minha idade, uma turista. Levando nos bolsos apenas o cartão de crédito, os óculos pra ler o cardápio e dinheiro bastante para o caso de precisar barganhar minha vida pelo vil metal. E assim lá vou eu pelo calçadão do Pina/BoaViagem nos trezentos metros que separam meu ap. do bistrô La Cuisine. As mesas do terraço, com as janelas abertas para a brisa do Recife, estão todas ocupadas. Improviso,...

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